quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Kiko Pardini: BLOG DA DILMA: BlogsProg for Export

Kiko Pardini: BLOG DA DILMA: BlogsProg for Export: BLOG DA DILMA: BlogsProg for Export : GUERRILHEIROS VIRTU@IS apresentam Andrea Shilz, editora do Blog da Dilma na Alemanha,e também do http.



Ana
Vou navegar por céu e mar
E encontrar novamente a ilha
Que de tão meiga já é poesia
Não, não irei aportar só contemplar

Sua imagem com o vento a balançar
Deixa escapar som que vou cantar
No ritmo da dança do verso, amar
No universo do virtual relacionar

Sua beleza brasileira a enamorar
Poesias que canta ao luar
A deriva como mulher a entregar

Em encantos e magias o apaixonar
Pelas visitas, Anfitriã, ofertar
A paz que um dia fui buscar
Kiko Pardini
· ·
  • Francisco Carlos Pardini ‎14:12, 2 July 2012 (diff | hist) . . (+737) . . N User talk:177.106.183.79 (Ana) (top)
    Ontem às 11:13 ·
  • Francisco Carlos Pardini
    This is the discussion page for an anonymous user, identified by the user's numerical IP address. Some IP addresses change periodically, and may be shared by several users. If you are an anonymous user and feel that irrelevant comments have been directed at you, please create an account or log in to avoid future confusion with other anonymous users. If you're concerned with privacy, registering also hides your IP address.

    [Tor check • Google • rDNS • Geolocate • WHOIS • Cross wiki contributions and blocks • Global blocks • Traceroute] · [RIRs: America • Europe • Africa • Asia-Pacific • Latin America/Caribbean]
    Ontem às 11:39 ·



..| Português to English | Português to Italian | Português to Spanish | Português to French | Português to
Deutsch | Português to Russky | Português to Romanian | Português to Greek | Voltar à página inicial |

http://www.territorioscuola.com/immagini/loginwiki.gif
http://www.territorioscuola.com/immagini/bandiere/ita.gif
http://www.territorioscuola.com/immagini/bandiere/gbr.gif
http://www.territorioscuola.com/immagini/bandiere/spa.gif
http://www.territorioscuola.com/immagini/bandiere/fran.jpg
http://www.territorioscuola.com/immagini/bandiere/deut.gif
http://www.territorioscuola.com/immagini/bandiere/romania.gif
http://www.territorioscuola.com/immagini/bandiere/rus.gif
http://www.territorioscuola.com/immagini/bandiere/portougal.png
http://www.territorioscuola.com/immagini/bandiere/latinorum.png
http://www.territorioscuola.com/immagini/bandiere/grecia.png
Bookmark and Share
Áreas do Conhecimento
Kids and TeenS International
http://www.territorioscuola.com/immagini/icon30.gif
Audio/Vídeo
Baixar dados em PowerPoint para
Resultados para o domínio edu...
Mapa da
http://www.territorioscuola.com/immagini/gnu-fdl.png
2downarrow.png
Flag of UNESCO.svg
120
120






 ---



do Conhecimento KidS and TeenS InterNational
Educação Best Viewed With GFS!

DHTML JavaScript Website Pull Down Navigation Menu By



 ---


resultados para: Discussão:Mosteiro de Alcobaça
Baixar dados em PDF para: Discussão:Mosteiro de Alcobaça
Baixar dados em Word para: Discussão:Mosteiro de Alcobaça
Imagens sobre: Discussão:Mosteiro de Alcobaça

Audio/vídeo para: Discussão:Mosteiro de Alcobaça
Baixar dados em PowerPoint para: Discussão:Mosteiro de Alcobaça
Resultados para o domínio .edu: Discussão:Mosteiro de Alcobaça
Mapa da: Discussão:Mosteiro de Alcobaça



 ---


Discussão:Mosteiro de Alcobaça

Parte superior do formulário


Assistência

Parte inferior do formulário





 ---


from Wikipedia, the Free Encyclopedia - Original source - History



 ---


Discussão:Mosteiro de Alcobaça

Wikipédia, a enciclopédia livre.

navegação, pesquisa



Avançar para o sumário.







Este artigo encontra-se vinculado ao WikiProjecto:Património Mundial da UNESCO, cujo objectivo é criar e melhorar os artigos da Wikipédia sobre
locais e monumentos considerados pela UNESCO como Património Mundial. Se deseja participar, visite a página do projecto, onde poderá inscrever-se colaborar na lista de tarefas em aberto.

Este é um artigo sobre património Mundial da UNESCO, de qualidade 4.

Este é um artigo sobre património Mundial da UNESCO, de importância desconhecida.




Amor


lasciva embriagada, De uma mistura imaculada. Um tanto da fissura apaixonada, Na cheia taça de pura ternura velada.

Ridicularizamos o tempo e te fiz menina. Fomos dos poetas, dá vida a sua sina. Dos boêmios insanos todas as fantasias, E sem escândalos conquistamos nossas rimas.






Qualidade-5-.svg
120
120
Pix.gif
Flag of UNESCO.svg
Alcobaça.mosteiro.view.castello.jpg
fizemos das noites poesias em instantes, Que reflete o poder dos amantes, Em tornar novos velhos acompanhantes.

o luar penetrante. Despertando paixões incessantes, Pelas noites escuras, em amor transbordante. Kiko Pardini (discussão) 03h32min de 21 de novembro de 2010 Pardini (discussão) 14h55min de 19 de novembro de 2010 (UTC)

Pardini





Pardini (discussão) 22h22min de 15 de setembro de 2010 (UTC



Este artigo encontra-se vinculado ao projecto Wikipedia:Versão 1.0, cujo objectivo é melhorar a qualidade dos artigos. Se deseja consultar, visite a
Wikipedia:Projectos/Portugal/Património. .

Este é um artigo de qualidade 4.

Este é um artigo de importância 4.





 Rascunho do Artigo


tradução do artigo sobre o Mosteiro de Alcobaça na Wikipedia alemã, também com uma proposta incorporar o artigo existente na Wikipedia portuguesa. Era possível partes (sobre a História da Abadia até “Número de monges” e a Descrição das instalações e seguinte):



Coordenadas: 39º 32' 54" N 8º 58'



Mosteiro de Alcobaça







Património Mundial — UNESCO



A Real Abadia de Alcobaça

Informações

Inscrição:

1989

Localização:

39º 32' 54" N 8º 58' 48" O

Critérios:

C (i) (iv)








http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/02/Alcobaca.mosteiro.westfront.part.jpg/300px-Alcobaca.mosteiro.westfront.part.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a9/Alcobaca.mosteiro.frontside.n.s.jpg/300px-Alcobaca.mosteiro.frontside.n.s.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/57/Alcobaca.mosteiro.north.side.corner.jpg/300px-Alcobaca.mosteiro.north.side.corner.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png
Descrição UNESCO:

fr en



mosteiro cisterciense, o Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, também conhecido por A Real Abadia de Alcobaça, é um dos maiores mosteiros de Portugal,
hoje em dia a maior igreja deste país, tendo adquirido o estatuto de Património Mundial da Humanidade em 1989. Este Mosteiro encontra-se na cidade de Alcobaça,
localiza na província histórica da Estremadura, a ca. de 100 km a norte de Lisboa. Ao longo de vários séculos, a abadia era um centro espiritual do país, tinha autonomia
governamental e o seu abade era um dos mais altos conselheiros do rei. Ela foi fundada em 1153 por D. Afonso Henriques. Segundo reza a lenda, aquando da Reconquista, Henriques prometera a Maria, mãe de Jesus, construir este mosteiro em sua homenagem, caso ele conseguisse conquistar aos mouros a importante fortaleza de deu-se finalmente a vitória, levando D. Afonso Henriques a cumprir o prometido, oferecendo, em 1153, o território de Alcobaça ao abade cisterciense Bernardo Estes eventos encontram-se documentados nos azulejos azuis das paredes da Sala dos Reis do Mosteiro que datam do século XVIII. Em 1178, os cistercienses iniciaram
construção do Mosteiro, tornando-se este um dos mais ricos e poderosos mosteiros da Ordem de Cister.[1] Em 1833, os monges abandonaram-no, tornando-se este um para os mais de 250.000 visitantes que anualmente o visitam.





de Alcobaça





principal do Mosteiro





norte do Mosteiro






http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/e9/Alcobaca.mosteiro.sul.jpg/300px-Alcobaca.mosteiro.sul.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png




do Mosteiro com a Biblioteca

Índice

 1 Fundo histórico
o 1.1 O nascimento de Portugal
o 1.2 O reconhecimento pelo Papa
o 1.3 Política de povoamento


 2 História do Mosteiro
o 2.1 A Ordem de Cister
o 2.2 Mosteiro da Idade Média
o 2.3 Coutos de Alcobaça
o 2.4 Aumento do poder
o 2.5 Posição da abadia dentro do estado
o 2.6 Dependência do poder real
o 2.7 Congregação Autónoma dos Cistercienses
o 2.8 As três catástrofes
o 2.9 Encerramento dos mosteiros por parte do Estado
o 2.10 Pilhagem do Mosteiro no ano de 1833
o 2.11 Decadência das instalações do Mosteiro
o 2.12 Reconstrução na Idade Moderna


 3 Significado cultural do Mosteiro
o 3.1 Ensino e economia
o 3.2 Ciência
o 3.3 Arte
o 3.4 Congregações filhas


 4 Número de monges
5 Descrição das instalações
o 5.1 Descrição Geral
o 5.2 Igreja
o 5.3 Caracterização arquitectónica
o 5.4 Deambulatório
o 5.5 Sacristia
o 5.6 Os primeiros túmulos reais
o 5.7 D. Pedro e Inês de Castro
. 5.7.1 Os sarcófagos
. 5.7.2 A criação dos túmulos
. 5.7.3 A sorte dos túmulos


o 5.8 Claustro medieval
. 5.8.1 Claustro da Leitura
. 5.8.2 Claustro do Capítulo
. 5.8.2.1 Sala do Capítulo
. 5.8.2.2 Parlatório
. 5.8.2.3 Dormitório
. 5.8.2.4 Sala dos Monges


. 5.8.3 Claustro do Refeitório
. 5.8.3.1 Cozinha velha e nova
. 5.8.3.2 Refeitório
. 5.8.3.3 Lavabo


. 5.8.4 Claustro do Poente


o 5.9 Outros claustros
. 5.9.1 Claustro da Levada
. 5.9.2 Claustro do Rachadoiro













http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/e2/Alcoba%C3%A7a.mosteiro.afonso.henriques.dorm.jpg/220px-Alcoba%C3%A7a.mosteiro.afonso.henriques.dorm.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png
6 Arredores
o 6.1 Muro do Mosteiro
o 6.2 Os jardins do Mosteiro a sul
o 6.3 Cemitérios
o 6.4 Agricultura


 7 O sistema hidráulico do Mosteiro
8 Referências
9 Literatura
10 Panteão régio
11 Eclesiásticos
12 Ligações externas




Fundo histórico





Henriques, estátua de 1716, fachada do Dormitório

fundação do Mosteiro de Alcobaça encontra-se intimamente ligada à história do nascimento de Portugal, sendo, assim, a história da abadia um reflexo da História de Portugal.

nascimento de Portugal

Henriques nasceu em 1108 e, utilizando o título de Conde do Condado Portucalense, participou na Reconquista. Aos 12 anos, elegeu-se a si próprio cavaleiro e pequena armada, com a qual partiu, com sucesso, a partir do Condado Portucalense (Guimarães) em direcção ao sul. Em 1131, transferiu a sua residência para Coimbra os Mouros, em 1139, na Batalha de Ourique. Em seguida, autoproclamou-se Rei de Portugal e libertou-se da prestação de vassalagem ao rei de Castela, D. Afonso episódio suscitou desentendimentos entre Portugal e Castela. Em 1143, D. Afonso VII de Castela reconheceu a independência de Portugal por meio de um representante

reconhecimento pelo Papa

entanto, era fundamental o reconhecimento da independência do estado português pelo Papa, o que levou D.Afonso Henriques a pedir auxílio a Bernardo de Claraval.[abade e fundador da abadia cisterciense de Claraval, Bernardo de Claraval foi um dos clérigos mais influentes. Além disso no ano de 1145 foi eleito com Eugénio Papa cisterciense. Em 1144, D. Afonso Henriques concedeu aos Cistercienses a vila de Tarouca, no norte de Portugal. Quando em 1147, D.Afonso Henriques conquistou
Sintra, Almada e Palmela aos mouros, e com a doação de Alcobaça em 1153, ainda durante a vida de Bernardo de Claraval – foi o último Mosteiro que este fundou morte -, o reconhecimento da independência de Portugal tornara-se muito mais premente. Tratava-se de um território de ca. de 500 km² que correspondia ao território
em dia possui o mesmo nome até à costa litoral, englobando vilas como a Nazaré, parte das Caldas da Rainha, encontrando-se, deste modo, entre a Serra dos
Candeeiros, com 613 m de altura, e a costa litoral. Contudo, o reconhecimento do Papa chegava somente no ano de 1179 através de uma bula do Papa Alexandre III. Na Mosteiro (ver abaixo) encontra-se representada a coroação imaginária de D. Afonso Henriques por Bernardo de Claraval e pelo Papa Inocêncio II (1130--1143) num






http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/52/Alcobaca.mosteiro.castello.jpg/220px-Alcobaca.mosteiro.castello.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png
de barro em tamanho real que datam do século XVIII.

Política de povoamento

Independentemente desta ocasião excepcional, a entrega aos mosteiros de terras conquistadas aos mouros durante a Reconquista correspondia a uma política de povoamento
destinada a pacificar o território ocupado e a converter os novos súbditos. Desta forma, na luta pela independência, D. Afonso Henriques entregou em 1127 Vimieiro congregação beneditina de Cluny; em 1128, entregou Soure aos Templários; em 1131, fundou o Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra; entregou Tomar aos Templários em como, em 1169, um terço do território conquistado no Alentejo. Por fim, no ano de 1172, a Ordem de Santiago obteve o Castelo de Arruda na localidade de Évora.[3]

História do Mosteiro

Ordem de Cister

século X organizou-se em Cluny, na Borgonha, um novo mosteiro beneditino que procurava renovar a regra de S. Bento. As igrejas cluniacenses eram cheias de decorativos. Contra estas manifestações de gosto pela beleza natural, insurgiu-se Bernardo de Claraval, que se recolhera em 1112 em Cister, donde saíra para Claraval e animar mais uma reforma que restituísse à ordem de S. Bento todo o rigor inicial. Os religiosos de Cister deviam viver do seu trabalho, não acumular
e os mosteiros seriam edificados em lugares ermos, sem qualquer decoração.

Mosteiro da Idade Média





castelo

monges cistercienses e um abade da mesma Ordem – de acordo com as regras gerais da Ordem o número de abades correspondia ao tamanho mínima de uma abadia posse do terreno pertencente ao Mosteiro e construíram, a poucos metros do actual Mosteiro e junto ao rio Alcoa, a abadia provisória de Santa Maria A Velha, da Nossa Senhora da Conceição ainda hoje é um testemunho. Quando, no ano de 1178, foram iniciadas as obras de construção da igreja e das primeiras divisórias o território ainda não se encontrava de todo pacificado, sendo a construção atrasada pelas investidas dos mouros. No massacre de 1195, muçulmanos vindos de
penetraram, possivelmente através da Lagoa da Pederneira (actual Nazaré) e assaltaram o Mosteiro em construção, tendo morto os 95 monges que aí se encontravam Os monges só encontraram protecção numa fortaleza vizinha, o Castelo de Alcobaça, que era um antigo castelo mouro. Segundo algumas opiniões, este castelo visigoda e foi restaurado tanto por D. Afonso Henriques como pelo seu sucessor, D. Sancho I. Hoje em dia ainda restam as paredes das muralhas exteriores. No dia 1223, os monges abandonaram a velha abadia, mudando-se para o novo Mosteiro. O túmulo do terceiro rei de Portugal, D. Afonso II, falecido em 1223, foi acolhido
igreja em 1224. Contudo, as obras só terminariam fundamentalmente em 1240, dando-se a consagração em 1252.



Coutos de Alcobaça






http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/ec/Aljubarrota.pelourinho.green_2.jpg/220px-Aljubarrota.pelourinho.green_2.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png




em Aljubarrota, 1514

território cedido aos cistercienses e que, anteriormente, tinha pertencido aos mouros, provavelmente não tinha sido utilizado para a agricultura, devido às inúmeras guerras passavam nesse local. Os monges iniciaram de imediato o seu povoamento através da criação de granjas a partir das quais nasceram os coutos (lat. cautum: para segurança),
espécie de comunidades que a igreja vigiava e dirigia. Estas comunidades nunca se encontravam a mais de um dia de marcha do Mosteiro. Com a passagem dos anos, locais foram adquirindo direitos de exploração próprios, sendo obrigados a prestar contas à abadia. As primeiras comunidades- como, por exemplo, a de Aljubarrota-,
já nos anos de 1164/1167; as últimas foram criadas no século XV. O único granja que perdurou até aos dias de hoje na sua estrutura básica é a Quinta do Campo, da comunidade de Valado dos Frades, na região da Nazaré. Este couto já existia no século XIII, datando possivelmente do século XII, tendo sido criado através dos pântanos. A partir do século XIV, os monges criaram nesse sítio uma escola agrícola. Hoje em dia, os edifícios têm meramente um valor turístico.[4] A maior localidades circundantes de Alcobaça e da Nazaré remontam ao tempo destas colonizações como nos testemunham as igrejas e as capelas construídas em primeiro lugar, pelourinhos que detinham a sua própria jurisdição. O abade de Alcobaça tinha o privilégio real de poder tomar decisões judiciais sem a confirmação do rei, pelo fugitivos ou mesmo, inicialmente, alguns criminosos, encontravam aqui protecção mesmo relativamente ao rei.[5] Deste modo, os monges cultivavam e povoavam
rapidamente as terras e possuiam, através dos coutos, um domínio espiritual e, simultaneamente, mundano. Já no século XIII, o Mosteiro possuia dois portos (Alfeizerão/do Porto situados na Lagoa de Alfeizerão, e Pederneira, hoje uma parte da Nazaré), possibilitando aos monges a prática da pesca, a exportação de vinho e de sal,
das salinas da lagoa que existia desde a Pederneira (Nazaré) até poucos kilómetros de Alcobaça. Mais tarde, exportavam azeitonas e azeite, nozes, frutos secos Em 1368 e em1374, por meio de uma doação do rei D. Fernando, o domínio da abadia foi alargado com territórios perto de Paredes da Vitória e Pataias. Deste a fazer parte integrante do Mosteiro dezanove localidades, das quais treze se tornaram vilas, tais como Aljubarrota (1164/1167), Alvorninha ( 1210), Pederneira 1236/1238), São Martinho do Porto (1257), Paredes da Vitória (1282), Évora de Alcobaça (1285), Cela Nova (1286), Salir de Matos (provavelmente século XIII), 1307), Cós (1311), Maiorga (1303), Turquel (1314), e Alfeizerão ( 1332, mas que já existia nos tempos dos mouros).[6] Esta estrutura de povoação marca, ainda Alcobaça, possuindo esta, na maior parte das suas freguesias, de 3000 e 6000 habitantes, aproximadamente. Devido à grande experiência dos monges, os reis auxílio para a secagem de pauis noutras zonas do território português. Em troca do auxílio na secagem dos pauis por parte da abadia, ela recebia bens feudais

Aumento do poder

económico trouxe consigo uma considerável afluência populacional, o que obrigava a um permanente alargamento das instalações do Mosteiro. Por este motivo, construção, hoje considerada de estilo medieval, nas imediações a norte da igreja. De acordo com recentes achados arqueológicos antes da viragem do século, possivelmente
sido iniciadas construções de outros edifícios já no século XIV, no lado sul da igreja provavelmente mesmo um novo claustro e suas instalações circundantes, do qual lado sul do Mosteiro fazia parte.[7] Até àquele momento pensava-se que esta ala só tivesse sido acrescentada no século XVIII, altura em que toda a frente ocidental foi revestida por uma fachada barroca. Até ao início do século XV, os monges desenvolveram uma grande actividade, cultivando as terras e desenvolvendo a agricultura,
dedicando-se à pesca, extraindo sal e ferro, desenvolvendo a arte de forjar, promovendo o artesanato e educando os colonos. Em 1269, criaram uma das primeiras escolas
do ocidente, cuja transferência, em 1290, para Coimbra, deu origem à Universidade de Coimbra. As comunidades pertencentes ao Mosteiro floresciam de tal maneira abadia de Alcobaça o relaxamento começava a substituir as regras rígidas cistercienses, à semelhança do que sucedia noutros mosteiros. Por este motivo, o Papa determinou, em 1335, uma reforma da ordem cisterciense que o rei D. Afonso IV (1291-1357) aproveitou para reduzir o poder da abadia e subordinar ao seu poder a terras pertencentes a Alcobaça com o argumento de o certificado de doação de D. Afonso Henriques não englobar as vilas mas apenas o campo. No entanto, a o seu poder através de D. Pedro I, seu filho, cujo túmulo foi depositado juntamente com o da sua amada Inês de Castro no transepto da Igreja de Alcobaça (ver
D. Pedro I foi um grande defensor da abadia, restabelecendo o direito da abadia sobre as vilas confiscadas. Contudo, não lhe concedeu a jurisdição real mais elevada,
reservando-a para si próprio.

Posição da abadia dentro do estado

de Alcobaça era membro, por nascença, das cortes, era o padre principal do rei, não se encontrando, hierarquicamente, muito abaixo dos bispos, sendo-lhe reservada,
contrário, uma grande importância, devido ao seu domínio territorial. Desta forma, ele tornou-se numa das pessoas mais importantes do reino e tinha o título de Dom Mosteiro de Alcobaça, do Conselho de Sua Majestade, seu Esmoler-mor, Donatário da Coroa, Senhor dos Coutos e Fronteiro-mor. Ele praticava a jurisdição, embora






http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d8/Alcobaca.mosteiro.claustro.novic.flood.damages.jpg/220px-Alcobaca.mosteiro.claustro.novic.flood.damages.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png
limitada pelos poderes do rei como, por exemplo, no que respeitava à decisão das penas de morte. A sua jurisdição estendia-se desde Alcobaça, passando por Porto bastante a sul (Ota) e a leste (Beringel, perto de Beja). No seu território a abadia não era obrigada a recrutar tropas para o rei. D. João I (1385-1433), Mestre de Avis, Ordem de São Bento de Avis e membro da Ordem de Cister, [8] foi extremamente benevolente para com o Mosteiro, restituindo-lhe todo o poder que antepassados tentado tirar. Mesmo assim, no ano de 1427, D. João I declarou, perante as Cortes, que considerava a Abadia de Alcobaça como pertença do rei.



Dependência do poder real

sua enorme riqueza e poder, os monges distanciavam-se novamente dos ensinamentos rígidos dos seus fundadores. Em 1475, o abade Nicolau Vieira abdicou,
secretamente, dos seus direitos a favor do arcebispo de Lisboa, - mais tarde o cardeal da cúria Jorge da Costa -, em troca de uma concessão anual de 150.000 reis. Os monges conhecimento desta situação quando uma delegação do arcebispo tomou posse dos seus novos direitos. Devido à sua influência em Roma, as queixas dos monges eram inúteis, principalmente quando o arcebispo obrigou o Mosteiro a pagar tributos a Roma. O Mosteiro, que sempre elegeu autonomamente os seus abades, encontrou-a influência de abades colocados pelo rei. Por volta do século XV, a fragilidade do Mosteiro levou a que muitas povoações subordinadas à abadia exigissem uma administrativa, que lhes acabou por ser concedida em 1514 pelo rei D. Manuel I (1469-1521) atarvés de uma reforma da cidade. (Assim, o número de irmãos drasticamente. O domínio imediato das terras e a própria agricultura limitavam-se a poucos territórios perto do Mosteiro. Em 1531 Afonso de Portugal (1509-1540), filho do rei D. Manuel I e irmão do futuro rei D. João III (1502-1557), tornou-se abade de Alcobaça, sendo simultaneamente bispo de Lisboa e cardeal. Após a sua III proclamou o seu irmão [[Henrique I de Portugal|Henrique (1512-1580) abade, que era, igualmente, arcebispo de Lisboa bem como inquisidor-mor de Portugal se, mais tarde, cardeal. Dois anos antes da sua morte, o cardeal D. Henrique foi proclamado rei de Portugal (tornando-se no último rei da Dinastia de Avis e o último dinastia filipina). Alguns anos antes, entre 1557 e 1568, D. Henrique havia governado o país pelo então ainda muito jovem D. Sebastião I. Esta ligação íntima do Casa Real- que escolhia o abade há mais de 50 anos -, levou, no ano de 1567, a que após as primeiras divergências sobre um afastamento de Claraval, o Papa Pio decretasse numa bula a independência da Ordem dos Cistercienses portuguesa.



Congregação Autónoma dos Cistercienses

consequente Congregação Autónoma dos Cistercienses de São Bernardo de Alcobaça tornou-se no dirigente de todos os mosteiros cistercienses portugueses e o título de abade-geral da congregação. Tanto a Ordem de Avis como a Ordem de Cristo, a sucessora da Ordem dos Templários em Portugal, estavam subordinados Assim, a abadia de Alcobaça voltou a ser o que era na Idade Média. Embora, entretanto, os habitantes dos coutos se administrassem de forma autónoma,
encontravam-se subordinados ao domínio da abadia, sendo obrigados a pagar-lhe tributos. Após a Restauração de 1640, o Mosteiro tinha no rei D. João IV (1640-1660)
novamente um devoto, que lhe concedia novos direitos e privilégios. Nestes tempos, houve um alargamento do Mosteiro em dois novos claustros, ligando-se a norte ao primeiro
desde a Idade Média, o Claustro da Levada, (também apelidado de Claustro do Cardeal ou Claustro dos Noviços), que se iniciou ainda nos tempos do cardeal D.
e terminou em 1636, e o Claustro do Rachadeiro (também apelidado de Claustro da Levada ou Claustro da Biblioteca). A própria parte central do Mosteiro - datada da Idade Média -, sofreu profundas alterações, sendo, nessa altura, construída a cozinha nova que ainda hoje em dia impressiona. A partir de 1702, o Mosteiro recebeu magnífica fachada barroca, tendo a igreja obtido os seus dois campanários. Este conjunto ainda hoje dá ao Mosteiro mais o aspecto de um palácio, não revelando
absolutamente nada da simplicidade inicial dos cistercienses. Em 1755, a construção terminou com a criação da Biblioteca, sendo esta, naquela época, uma das maiores Ibérica.

As três catástrofes





da Levada, danos da inundação de 1772

dos grandes danos causados pela peste, que no ano de 1348 matou, em três meses, 150 monges, pelas inundações (como as de 1437 e 1495) e pelos terramotos(ou de 1563), o Mosteiro conseguiu sobreviver. No entanto, houve três acontecimentos que levaram ao final do desdobramento do poder. Na sequência do histórico
de 1755, tanto a parte sul do Mosteiro como a sacristia foram danificadas. O Colégio de Nossa Senhora da Conceição, pertencente ao Mosteiro e que se encontra,
1648, no terreno da Abadia Velha – a primeira abadia provisória-, foi totalmente destruído, acabando por ser integrada nas partes restabelecidas a sul. Os monges procissões ao Santuário de Nossa Senhora da Nazaré, a fim de agradecer à Senhora o tê-los poupado a estragos maiores. Este santuário encontrava-se a 10 km de chamada Sítio (Pederneira, hoje Nazaré).[9] Contudo, no ano de 1772, algumas partes de Portugal foram destruídas por uma inundação – a grande cheia-, que






http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/91/Alcobaca.mosteiro.caldeira.jpg/220px-Alcobaca.mosteiro.caldeira.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png
tratar-se de um tsunami, cujas consequências eram historicamente relacionadas com o terramoto ocorrido 17 anos antes. Embora o Mosteiro se localizasse a 10 da costa litoral, esta onda gigantesca foi muito mais destrutiva do que aquela que ocorrera em 1755. A parte sul do Mosteiro foi danificada, pela segunda vez,
seriamente, deixando outras partes atoladas nas lamas deixadas pela água quando esta recuou. Demorou muitos anos até que as grandes massas de terra – que enterraram parte do muro do Mosteiro-, fossem eliminadas. Ainda hoje, a forma ondulada da fachada Norte, com ca. de 250 m de comprimento, relembra os danos provavelmente
pela inundação às fundações. Por fim, no âmbito das Invasões Francesas durante a Guerra Peninsular , as tropas napoleónicas entraram em Alcobaça no ano de saqueando e destruindo várias áreas do Mosteiro e da Igreja.

Encerramento dos mosteiros por parte do Estado

tempos que se seguiram, só foram reparados a ala da fachada ocidental do Mosteiro, a Igreja e os três claustros a norte. Em 1834, a rainha D.Maria II decretou a abolição congregações, conventos e mosteiros em Portugal. O motivo prendia-se com as Guerras Liberais durante as quais surgiram divergências entre a vertente liberal da
monarquia –os constitucionalistas- um movimento que, na época, encontrou paralelos em diversos países europeus - e a vertente absolutista. Em 1820, a Revolução Liberal reconhecimento da primeira Constituição pelo rei, o que foi combatido ferozmente tanto pela casa real, como também por toda a nobreza e pelo clero. D. Miguel I, irmão principal opositor à Constituição e ao rei, autoproclamou-se como rei opositor. O abade-geral de Alcobaça, tal como o fizeram outros clérigos, tomou posição contra a que exigia o afastamento dos privilégios da Igreja. Em 1834 (Concessão de Évora Monte), venceram os constitucionalistas. Num decreto, relativo ao encerramento ficou estabelecido que as suas riquezas revertiriam a favor do estado, à excepção dos objectos relacionados com acções sacras.

Pilhagem do Mosteiro no ano de 1833





de 1385

os anos 20, houve nos Coutos de Alcobaça, perturbações políticas, pois o povo ambicionava a libertação do domínio pelo Mosteiro. Esta situação derivava essencialmente
responsabilidades de reconstrução que lhe tinham sido acrescidas devido às catástrofes de 1755, 1772 e 1810. Em 1833 houve, no largo à entrada do Mosteiro, várias
entre as tropas de D. Miguel e o batalhão voluntário dos Coutos de Alcobaça. Este batalhão também participara, em 1834, na batalha decisiva em Évora Monte a Constitucionalistas. Tanto os monges como toda a Igreja encontravam-se do lado dos Miguelistas e criaram, igualmente, um regimento de voluntários dos Coutos de batalhando com as tropas de D. Miguel.[10] Entretanto, quando os monges perceberam que os Constitucionalistas estavam a ganhar a guerra, evacuaram o Mosteiro, pela Julho de 1833 e, posteriormente em Outubro de 1833. A 16 de Outubro do mesmo ano, no delírio da liberdade, a população entrou no edifício e saqueou-o durante Durante o saque, desapareceram muitos objectos utilitários, de culto e de arte e uma grande parte do acervo da Biblioteca, cujos restos só alguns anos depois puderam transferidos para a Biblioteca Nacional de Lisboa. Durante estes tumultos, desapareceram também uma das caldeiras e recipientes de cobre em forma de tacho com um diâmetro
1,20m e com a altura de um metro, que os portugueses tinham tomado aos espanhóis em 1385 durante a Batalha de Aljubarrota e que D. João I tinha entregue A outra caldeira pode ser vista na Sala dos Reis. De acordo com algumas informações, os túmulos de D. Pedro e de Inês de Castro terão sido novamente violados.
no ano de 1837 é que o estado tomou posse do Mosteiro, passando a controlá-lo.

Decadência das instalações do Mosteiro

extinção do seu Mosteiro, Alcobaça perdeu repentinamente a sua importância e ficou entregue a si própria. Os monges desapareceram sem deixar rasto. Desde aí,
de existir os cistercienses. Em 1838, iniciou-se a venda das pedras de construção do castelo vizinho. A muralha da cidade, que dividia os terrenos de agricultura Mosteiro do átrio ocidental do mesmo, foi demolida em 1839. O pelourinho, o grande símbolo da justiça do Mosteiro, foi eliminado em 1866. Os edifícios sofreram
continuamente actos de vandalismo e de roubo, sendo as suas janelas e portas furtadas e qualquer guarnição desmontada. Na ala sul do Mosteiro foram criadas habitações norte passou a ser utilizada por serviços públicos e pelo comércio. O refeitório, existente desde os tempos da Idade Média, foi transformado numa sala de teatro em até ao ano de 1929. No claustro mais recente, o Claustro da Biblioteca ou Claustro do Rachadoiro, foi inserida uma arena destinada a touradas (1866/68). As partes
mais recentes do Mosteiro passaram a ser utilizadas pela cavalaria, transformando-se posteriormente num lar para deficientes e idosos. Tanto os edifícios do Mosteiro
campanário, danificado a norte da Igreja da abadia, entraram em decadência.



Reconstrução na Idade Moderna






http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d6/Alcobaca.mosteiro.new.front.jpg/300px-Alcobaca.mosteiro.new.front.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/c0/Alcobaca.mosteiro.biblioteca_2.jpg/220px-Alcobaca.mosteiro.biblioteca_2.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/66/Alcobaca.mosteiro.altarpiece.group.jpg/220px-Alcobaca.mosteiro.altarpiece.group.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png




com uma nova praça

do século XIX, alguns cidadãos consciencializaram-se da importância do velho Mosteiro. Entre estes cidadãos encontravam-se principalmente historiadores, arqueólogos agrónomo Manuel Vieira de Natividade (1860-1918). Este último tornou pública a sua obra sobre o Mosteiro de Alcobaça em 1885. O Presidente da Câmara só em 1901 junto ao governo para a reparação e a limpeza da fachada do Mosteiro. Em 1907, o governo português publicou, pela primeira vez, um decreto que protegia partes A partir de 1929, o Estado, com a ajuda dos serviços responsáveis pelos monumentos, começou a reparar de forma sistemática a Igreja e o Mosteiro medieval,
restituindo-lhes o seu aspecto original. Nos anos 90, a ala sul do Mosteiro passou novamente para o domínio do estado e os dois claustros, juntamente com as suas construções
dos séculos XVI a XVIII, foram restituídos, apenas, em 2003. A igreja e a parte mediável era considerado património mundial pela UNESCO 1989. Depois de o Mosteiro seriamente danificado por uma estrada principal que atravessava a praça principal continuando ao longo do lado norte, causando uma poluição devastadora ao edifício de trânsito nessa via foi cancelada e a praça do Mosteiro foi totalmente alterada de acordo com sua situação histórica com suporte de União Europeia. Em 7 de mosteiro foi eleito como uma das Sete Maravilhas de Portugal.



Significado cultural do Mosteiro





1755





Escola de Alcobaça, século XVII






http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/bf/Alcobaca.mosteiro.altarpiece.anna..jpg/220px-Alcobaca.mosteiro.altarpiece.anna..jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png




Ana, Escola de Alcobaça, século XVII



Ensino e economia

desenvolvimento da agricultura era um ponto fulcral na cultura medieval dos monges, que já nos primeiros povoamentos da região de Alcobaça colocaram a primeira pedra agricultura próspera. Os monges instruíam os colonos e ensinavam-lhes algumas perícias artesanais. Deste modo, eles promoviam o artesanato que na época medieval cidades. A escola pública, criada no ano de 1269, assim como as escolas de agricultura criadas na época medieval, como a escola de agricultura datada do século da Quinta do Campo em Valado dos Fradres (ver acima: Quinta do Campo; também as escolas de agricultura em Alvorninha, Vimeiro e Maiorga) são exemplos dessa
Assim, floresceram cidades numa área de ca. de 500 km², das quais durante muito tempo muitas ainda criaram distritos. Destas cidades só subsistiram Alcobaça Até hoje, a paisagem encontra-se marcada pelo mais alto grau de aproveitamento (como fruta, vegetais, vinho e óleo). Por outro lado, as capacidades artesanais,
especialmente cuidadas, conduziram a um florescimento do artesanato em Portugal no século XIX, desde a criação de fábricas de papel, de vidro, de porcelana, de têxteis, fábricas de conservas de fruta. Embora, entretanto, algumas tenham deixado de existir, muitas fábricas caracterizam ainda hoje a agricultura regional.

Ciência

de, em 1755, ter sido criada uma das maiores bibliotecas deve-se ao surgimento de inúmeros monges cronistas e historiadores. Estes monges tornaram-se conhecidos
Cronistas de Alcobaça. Eles publicaram durante séculos a Monarchia Lusitana, uma obra que tratava da História de Portugal, mas que também fazia referência, através monografias, a diversos temas históricos.

Arte

excepção das partes medievais do Mosteiro, que impressionam devido à sua simplicidade, os monges não deixaram marcas significativas deste tempo para além de duas






http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6e/Mosteiro_de_Alcobaca_Planta.svg/200px-Mosteiro_de_Alcobaca_Planta.svg.png
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png
de Nossa Senhora, datadas do século XV e XVI, respectivamente. O motivo prendia-se não só com a proibição, por parte dos cistercienses, de representar imagens, com os ideais de virtude, prevalecendo os valores da simplicidade e da modéstia. A influência da Casa Real e o desligamento de Claraval fizeram cair estes ideais século XVII, formou-se uma escola de arte barroca extremamente produtiva, que criava esculturas de barro. A maior parte das obras são anónimas, sendo atribuidas, forma geral, aos Barristas de Alcobaça. Ainda hoje, a Capela das Relíquias na sacristia, o grupo com a representação da morte de São Bernardo, que se encontra numa
com o mesmo nome no transepto a sul da Igreja (e que fora extremamente danificada pelas Invasões Francesas em 1810) e um grande número de imagens de altar, real , que se encontram normalmente nas capelas da Rotunda e do Mosteiro, são um testemunho dessas esculturas. Uma parte dessas estátuas, assim como a representação de Santa Ana, também aqui presente, são originárias do altar de uma capela-radial, que tinha sido dedicada à Sagrada Família.



Congregações filhas

importância da abadia se apoiava mais no seu poder espiritual e político que atingira em Portugal, não tratando das fundações das congregações filhas. Enquanto a abadia encontrava sob o poder de Claraval, era aqui que eram tomadas as decisões relativamente a qualquer fundações de congreações-filhas. O abade de Alcobaça fundou um
em 1279, em Cós - que se localiza a apenas 4 km de distância de Alcobaça-, e por meio de uma determinação testamentária do rei D. Sancho II (1209-1248). este convento vivia “na sombra” até ao ano de 1558, adquirindo importância a partir do momento em que o cardeal D. Henrique se tornou abade de Alcobaça, de completou. Do convento ainda existem a Igreja, o coro e a sacristia. Em 1566, D. Henrique fundou nos Capuchos (em Évora de Alcobaça) - que também se localiza kilómetros de distância de Alcobaça-, um mosteiro para monges franciscanos, que aí permaneceram até à dissolução dos mosteiros no ano de 1834. Deste mosteiro
existem as ruínas ao lado de uma capela. Na sequência da grande influência que os cistercienses adquiriram em Portugal, alguns mosteiros de outra proveniência
submeteram-se à Ordem dos Cistercienses. Desta maneira, a abadia de Alcobaça passou a deter, mais tarde, também a jurisdição, enquanto Congregação Autónoma dos
Cistercienses em Portugal. No entanto, não se trata, propriamente, de filiais do Mosteiro como, por exemplo, aquelas que aparecem nos índices de livros cistercienses como
fundados por Alcobaça, como Santa Maria de Tamaraes, Santa da Maria de Maceira Dão, Santa Maria de Bouro, Estrela e São Paulo de Frades, todos eles de origem
beneditina.

Número de monges

a lenda, terão vivido na abadia de Alcobaça 999 monges, estando o número 1000 reservado ao rei. Na verdade, este número de monges nunca existiu. Infelizmente, bibliografia precisa sobre o assunto. Os cistercienses, tal como outros mosteiros, faziam a distinção entre os monges brancos (frei) e os irmãos leigos. Nos primeiros construção, do povoamento do território do Mosteiro e da criação dos coutos, é possível que o número dos irmãos leigos tenha ultrapassado o dos monges brancos na
de 2 para 1. Deste modo, pensa-se terem existido ca. de 500 monges, dos quais ca. de 130 eram monges brancos. Por volta de 1500, prova-se a existência de monges brancos, tendo o número de irmãos leigos diminuido já no século XIV. Ao longo do século XVI, o número de monges brancos diminuiu para 40, aumentando da nomeação de Alcobaça como Congregação Autónoma dos Cistercienses em Portugal. Em 1762, contavam-se 139 monges brancos. A partir dos relatos existentes
capacidade da cozinha nova, terminada por volta de 1700, é de presumir que o Mosteiro, nesse tempo, alojasse novamente ca. de 500 pessoas.



Descrição das instalações

Descrição Geral





Mosteiro de Alcobaça [11]






http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7b/Alcoba%C3%A7a-CentralAisle.jpg/220px-Alcoba%C3%A7a-CentralAisle.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/1c/Alcobaca.mosteiro.church.south.2.jpg/220px-Alcobaca.mosteiro.church.south.2.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png
DA PLANTA DO MOSTEIRO: 1-Igreja; 2- Sacristia medieval; 3- Sala do Capítulo; 4- Parlatório; 5- Escada de acesso ao dormitório; 6- Sala dos Monges; 7- Igreja 9- Lavabo; 10- Clausto de D. Dinis; 11- Claustro de D. Afonso VI; 12- Sala das Conclusões; 13- Sala dos Reis; 14- Ala sul; 15- Panteão Real; 16- Capela Senhor Sacristia; 18- Capela Senhora do Desterro; 19- Claustro da Levada; 20- Claustro do Rachadoiro; 21- Biblioteca

Mosteiro é constituído por uma Igreja ao lado da sacristia e, a norte, por três claustros seguidos, sendo cada um circundado, na sua totalidade, por dois andares, assim por uma ala a sul. Os claustros, inclusivé o mais antigo, possuem, igualmente, dois andares. Os edifícios à volta dos claustros mais recentes possuem três andares. 2000 foi descoberto um presumível quarto claustro no lado sul da Igreja. Este claustro foi, provavelmente, aplanado na sequência da destruição causada pelo terramoto grande inundação de 1772. Também é possível que os vestígios dos habitantes da ala sul tenham sido eliminados em 1834. O edifício completo ainda hoje possui construção de 27.000 m² e uma área total de pisos de 40.000 m². A área construída, juntamente com o claustro sul, terá tido a dimensão de 33.500 m². A fachada
do Mosteiro, da Igreja e da ala norte e sul tem uma largura de 221 m, tendo o lado norte ca. de 250 m. Entre 1178 e 1240, a Igreja e o primeiro claustro foram
construídos no estilo pré-gótico, da passagem do românico, tendo a Igreja sido inaugurada em 1252 -é a primeira obra plenamente gótica erguida em solo português. Os sul foram provavelmente construídos no século XIV. No último terço do século XVI, iniciou-se a construção do Claustro da Levada que se ligava ao claustro medieval último, entre o século XVII e a metade do século XVIII construiu-se o Claustro da Biblioteca (ou do Rachadoiro).

Igreja





central





abadia com transepto






http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/1b/Mosteiro_de_Alcobaca_94b.jpg/220px-Mosteiro_de_Alcobaca_94b.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png




barroca da Igreja da abadia

constituída por uma nave central, duas naves laterais, e um transepto, criando a imagem de uma cruz. É discutível se a Igreja foi construída, em relação ao altar, deambulatório e ao transepto, na forma actual ou se se desviou de forma semelhante àquela desenvolvida no mesmo período por Claraval, tendo um transepto mais curto deambulatório.[12] Todas as naves têm ca. de 20m de altura. A sala do altar é limitada a oriente por um caminho com nove capelas radiais. As outras quatro capelas vão dar, ao transepto. O comprimento total é de 106 m, a largura média é de 22 m e a largura do transepto é de 52 m. Desta forma, esta Igreja é uma das maiores abadias
cistercienses construiram na Europa, tendo sido apenas a hoje já não existente abadia de Vaucelles (132 m) maior. Apesar de a abadia de Pontigny, que se localizava
igualmente em França, ter com os seus 108 m dois metros a mais, ela tinha um transepto mais estreito. A igreja da abadia de Claraval, que hoje já não existe e que servia parte medieval do Mosteiro, tinha o mesmo tamanho. A arquitectura da igreja de Alcobaça é um reflexo da regra beneditina da procura da modéstia, da humildade, isolamento do mundo e do serviço a Deus. Os cistercienses partilhavam estas ideias, ornamentando e costruindo a estrutura das suas igrejas de forma simples e poupada. enorme dimensão, o edifício apenas sobressai através dos seus elementos de estrutura necessárias que se dirigem ao céu. Esta impressão foi restabelecida através restauração efectuada em 1930. Neste mesmo ano ficou decidida a reconstrução nos moldes da época medieval, eliminando-se muitas construções que foram surgindo ao séculos. Infelizmente, também se eliminou um órgão. Por conseguinte, as pedras à base de calcário, que constituem o muro, ficaram visíveis, contendo muitas os símbolos entalhador. Por isso, sabe-se que o seu trabalho era remunerado. As cadeiras do coro, originárias do século XVI, arderam em 1810, durante as Invasões Francesas. A fachada
do Mosteiro a ocidente foi alterada entre 1702 e 1725 com elementos do estilo barroco. Desde aí, a fachada da igreja é ladeada, em direcção à praça, por alas de com um comprimento de 100 m cada. A própria igreja adquiriu dois campanários barrocos e possui uma fachada de 43 m, ornamentada por várias estatuetas. A entrada, com as suas decorações barrocas, data, igualmente, deste tempo. Da fachada antiga apenas restam o portal gótico e a rosácea. É difícil conhecer-se o aspecto original, pois foi destruída em 1531. Provavelmente, a igreja não possuiria campanários, correspondendo, deste modo, ao ideal cisterciense da simplicidade.

Caracterização arquitectónica

de uma estrutura de planta em cruz latina. A actual fachada é do século XVIII, restando do gótico primitivo o portal de arcos ogivais e o arco da rosácea. A concepção
arquitectónica deste monumento, desprovida de decoração e sem imagens, como ordenava a Ordem de Cister, apresenta uma grandiosidade e beleza indiscutíveis. As naves
laterais são inteiramente abobadadas, praticamente da mesma altura, dão a sensação de amplo espaço, a que o processo de iluminação, românico ainda, dá pouca maior. As naves laterais prolongam-se pelo deambulatório, e da charola irradiam nove capelas que acompanham a ábside circular, iluminada por frestas altas, o que mor.A segurar a parte alta da ábside existem arcos-botantes, pouco vulgares nas abadias de Cister, talvez por ser um monumento de transição entre o românico e inovações típicas da arte gótica aparecem ainda com o aspecto de um ensaio, como por exemplo a subida das naves laterais até à altura da central. O transepto
apresenta-se com duas naves, mas quando olhamos a planta da igreja, reconhecem-se três, nos alicerces e no corpo central.

do edifício demonstra a existência de um gótico avançado, o exterior do edifício exprime a austeridade cisterciense, neste caso orientada para objectivos mais
pragmáticos. De facto, como aconselhava a regra, não existem torres, e as fachadas, nomeadamente o frontispício possuía apenas uma parede lisa com empena triangular. são contrafortadas, exceptuando a cabeceira, na qual surgem pela primeira vez arcobotantes na arquitectura portuguesa. A coroação do templo, pelo exterior, é merlões com topo biselado dos dois lados, sobre um parapeito que descansa numa fiada de modilhões. Esta característica confere ao conjunto uma solidez militar um

outros aspectos poderão desmentir a escassa influência do mosteiro de Alcobaça na história da arquitectura portuguesa. De facto, o monumento tem sido sempre
como uma excepção no quadro do modo gótico produzido em Portugal como uma peça única e experimental sem antecedentes nem descendentes.

Deambulatório

deambulatório é uma obra complexa, a sua estrutura interior - o presbitério, propriamente dito - articula-se com a nave por intermédio de duas paredes opostas, rectas,






http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/69/Tumulo_de_D._Pedro_I_57a.jpg/220px-Tumulo_de_D._Pedro_I_57a.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7f/T%C3%BAmulo_de_D._In%C3%AAs_de_Castro.jpg/220px-T%C3%BAmulo_de_D._In%C3%AAs_de_Castro.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/de/Ju%C3%ADzo_Final.jpg/220px-Ju%C3%ADzo_Final.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png
por dois pilares nos extremos e de cada lado; oito colunas de grande diâmetro e robustez com capitéis de cesto troncocónico côncavo e ornamentação vegetalista simplificada, sustentam arcos quebrados muito aperaltados; a abóbada, nervurada e ligeira, parte de meias colunas cuja raiz se situa acima daqueles capitéis. A parte exterior Deambulatório é dotada de uma abóbada mais pesada e de acordo com os sistemas mais simples utilizados no restante edifício.

Sacristia

medieval de ca. de 100 m², que se encontrava no final do lado norte do transepto, foi substituída, no tempo do rei D. Manuel I (1495-1521), por uma sacristia ² do lado sudeste do coro juntamente com um átrio. Ao mesmo tempo, construiu-se a Capela Senhor dos Passos. Tanto a sacristia como a capela foram destruidos
terramoto de 1755. Na sua reconstrução, conservaram-se os portais manuelinos, que são uns dos poucos elementos de construção deste estilo em Alcobaça. No encontra-se a Capela das Relíquias (ver acima).

Os primeiros túmulos reais

igreja encontram-se os túmulos dos reis D. Afonso II (1185-1123; túmulo datado de 1224) e de D. Afonso III (1210-1279). Os túmulos situam-se dos dois lados São Bernardo (contendo a representação da sua morte) no transepto a sul. Diante destes túmulos, numa sala lateral, posicionam-se oito outros túmulos, nos quais encontram D. Beatriz, mulher de D. Afonso III, e três dos seus filhos. Um outro sarcófago pertence a D. Urraca, a primeira mulher de D. Afonso II. Não se conhece a história sarcófagos, estando estes, hoje em dia, vazios após terem sido novamente selados entre 1996 e 2000. O edifício lateral, nos quais esses sarcófagos se encontram
actualmente, foi reconstruído na sequência dos estragos causados pela grande inundação de 1772. A partir do século XVI, os sarcófagos encontravam-se no transepto a anteriormente, provavelmente na nave central.

D. Pedro e Inês de Castro





de D. Pedro, pormenor





de Inês de Castro





representação do Juízo Final






http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/64/Alcoba%C3%A7aCloister.jpg/220px-Alcoba%C3%A7aCloister.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png
Os sarcófagos

túmulos de D. Pedro I (1320-1367), com o cognome O Terrível ou também O Justo, e o de D. Inês de Castro (1320-1355), que se encontram em cada lado do transepto,
ainda hoje atribuem um grande significado e esplendor à igreja. Os túmulos pertencem a uma das maiores esculturas tumulares da Idade Média. Quando subiu Pedro I tinha dado ordem de construção destes túmulos para que lá fosse enterrado o seu grande amor, D. Inês, que tinha sido cruelmente assassinada pelo pai D. Afonso IV (1291-1357). Este pretendia, também, ser ele próprio ali enterrado após a sua morte. As cenas, pouco elucidativas, representadas nos túmulos, ilustram
História de Portugal, são de origem bíblica ou recorrem simplesmente a fábulas. Por um lado, esta iconografia é bastante extensa, sendo, por outro lado, muito


criação dos túmulos

casou em 1336, em segundas núpcias, com D. Constança Manuel (1318-1345), uma princesa castelhana. Devido a várias guerras entre Portugal e Castela, D.
só chegou a Portugal em 1339. No seu séquito, ela trazia a camareira Inês de Castro, que provinha de uma antiga e poderosa família nobre castelhana. D. Pedro apaixonou-se por ela. Em 1345, D. Constança morrera catorze dias após o parto do seu filho sobrevivente, D. Fernando I. D. Pedro I passou a viver publicamente com D. desta relação três filhos. O pai de D. Pedro I, D Afonso IV, não aceitou esta relação, combatendo-a e, em 1335, condenou D. Inês à morte por alta traição. Após D. Pedro I vingou a morte da sua amada (afirmando ter-se casado com ela em segredo no ano de 1354) e decretou que se honrasse D. Inês como rainha de Portugal.
em 1361 os sarcófagos estavam prontos, D. Pedro I mandou colocá-los na parte sul do transepto da igreja de Alcobaça e trasladar os restos mortais de D. Inês de
para Alcobaça, sob o olhar da maior parte da nobreza e da população. No seu testamento, D. Pedro I determinou ser enterrado no outro sarcófago de forma a que,
casal ressuscitasse no dia do Juízo Final, se olhassem nos olhos (de acordo com as fontes, só existiria o pedido de ser lida diariamente uma missa junto aos seus


sorte dos túmulos

de Agosto de 1569, o rei D. Sebastião I (1554-1578), cujo tio era o cardeal D. Henrique, abade de Alcobaça, mandou abrir os túmulos. De acordo com os relatos presentes, enquanto os túmulos eram abertos, o rei recitava textos alusivos ao amor de D. Pedro e de D. Inês. Durante a Invasão Francesa do ano de 1810 os dois
não só foram danificados de forma irreparável, como ainda foram profanados pelos soldados. O corpo embalsamado de D. Pedro foi retirado do caixão e envolvido cor púrpura, enquanto a cabeça de D. Inês, que ainda continha cabelo louro, foi atirado para a sala ao lado, para junto dos outros sarcófagos. Os monges reuniram
posteriormente os elementos dos túmulos e voltaram a selá-los. Após o ano de 1810, os túmulos foram sendo colocados em vários sítios da igreja, para voltarem à sua posição
transepto, frente a frente, em 1956. Agora, os túmulos são o destino de muitos apaixonados, que muitas vezes os visitam no dia do seu casamento, para fazerem eterno e de fidelidade defronte aos dois túmulos.

Claustro medieval







claustro e a igreja foram possivelmente completados em 1240. No entanto, é provável que o claustro se tenha desmoronado. Entre 1308 e 1311 ele foi substituído existente Claustro de Dom Dinis ou Claustro do Silêncio, nome que se deve à proibição de conversação naquele tempo nesse local. O seu comprimento à volta rés-do-chão tem uma altura média de 5 m. Por ordem do rei D. Manuel I (1469-1521), no início do século XVI, foi adicionado um segundo andar ao claustro. O superior do claustro efectua-se por um púlpito, uma escada em caracol na parede, interligando também a cozinha ao dormitório.

Claustro da Leitura

a sul, Claustro da Leitura, passa paralelamente à igreja sem englobar outras partes do edifício. A meio do século XV, encontravam-se colocados, nesse local, bancos quais os monges podiam permanecer enquanto ouviam as leituras. A meio, o claustro possui uma capela em honra da Virgem Maria, correspondendo, assim, tradição nos mosteiros cistercienses.






http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/2c/Mosteiro_de_Alcobaca_27a.jpg/220px-Mosteiro_de_Alcobaca_27a.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7c/Alcoba%C3%A7a.mosteiro.dormitorio.facade.jpg/220px-Alcoba%C3%A7a.mosteiro.dormitorio.facade.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png
Claustro do Capítulo

do lado oriental, o Claustro do Capítulo, inicia-se no seu lado sul com uma porta de ligação à igreja, através da qual os monges brancos passavam para entrar a sacristia medieval, a Sala do Capítulo, o Parlatório, a escada de acesso ao dormitório e o acesso à Sala dos Monges.

Sala do Capítulo

à Sala do Capítulo revela uma fachada especialmente vistosa devido aos seus pilares escalonados uns atrás dos outros. A Sala do Capítulo servia às assembleias era, depois da igreja, a sala mais importante do Mosteiro. O seu nome deve-se às leituras que eram feitas a partir dos capítulos das regras beneditinas. Por outro era o lugar das votações e de outros actos semelhantes feitos pelos monges. Ele tem uma forma quadrada de 17,5 m x 17,5 m, havendo espaço para 200 monges. medieval, havia uma escada que conduzia directamente da Sala do Capítulo para o Dormitório, uma vez que os monges eram obrigados a ir lá durante a noite. Na para a Sala do Capítulo existe uma placa funerária de um abade não identificado. Antigamente, o chão desta sala estava todo ele coberto por estas placas funerárias com uma regra cisterciense do ano de 1180, os abades deviam ser enterrados na Sala do Capítulo. Assim, os monges eram obrigados a tomar as suas decisões túmulos de abades falecidos. Este género de enterro era uma grande excepção dentro da ordem cisterciense pois, normalmente, os enterros estavam proibidos dentro Por esse motivo, encontra-se uma porta, com acesso ao exterior, no transepto a sul, chamada de Porta da Morte, pois os monges falecidos eram transportados serem enterrados. Não obstante este facto, durante os trabalhos de renovação da abadia de Alcobaça, foram encontrados debaixo do chão e também nos muros
enterrados, para os quais, obviamente, foi feita uma excepção àquela regra.

Parlatório

Parlatório, de ca. de 5 m de largura, encontra-se ao lado da Sala do Capítulo. Era apenas no Parlatório que os monges estavam autorizados a falar com um representante Por princípio, os monges estavam obrigados ao silêncio, com excepção da reza, e só se podiam transmitir informações muito necessárias. Por esse motivo, muitos
uma linguagem gestual.

Dormitório





Dormitório, metade sul





do Dormitório, 1716

seguida, abre-se uma porta para o Dormitório. Esta escada foi somente descoberta em 1930, quando se fizeram as obras de renovação. O Dormitório, que se localiza andar, tem o comprimento de 66,5 m e a largura de 21,5m até 17,5m sobre o lado oriental total da parte medieval da abadia, tendo deste modo uma área de perto Na forma actual e restaurada, o Dormitório apresenta-se na sua forma medieval original. Na parte superior do lado sul, o Dormitório é aberto por uma grande porta






http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/8d/Mosteiro_de_Alcobaca_Cozinha_16a.jpg/220px-Mosteiro_de_Alcobaca_Cozinha_16a.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/20/North_wing_rear_view_Alcoba%C3%A7a_Monastery.jpg/220px-North_wing_rear_view_Alcoba%C3%A7a_Monastery.jpg
dá acesso ao transepto a norte da igreja. Antigamente, e nesse local, existia uma escada que descia, cumprindo uma regra cisterciense que obrigava a que o dormitório
duas entradas de acesso. Na parte superior do lado norte do Dormitório encontravam-se as latrinas, que se encontravam obrigatoriamente separadas por uma regra estipulada de igual modo pelas regras cistercienses. As águas eram escoadas para o jardim do lado norte da abadia. Os monges dormiam no Dormitório todos totalmente vestidos, sendo separados apenas por uma separação móvel. O abade possuia uma cela própria na parte sul da igreja. Naquele tempo, era esta a disposição
na maior parte dos mosteiros. A meio do lado ocidental, há uma porta estreita que dava acesso a uma escada em caracol, que hoje dá acesso à cozinha e, na Idade
permitia a entrada no Calefactório (ver abaixo). Por este lado, havia também acesso ao claustro superior. O Dormitório foi sendo alterado ao longo dos séculos. No XVI, adquiriu um segundo chão, inserido mais ou menos ao nível do capitel dos pilares, continuando a existir um pé direito suficiente. Supostamente, era neste lugar dormiam. Por baixo, na metade a norte, foram construídas salas, que eram utilizadas como biblioteca - até à construção da nova Biblioteca em 1755-, e como arquivo. foram construídas celas, uma vez que, com o alargamento do novo Mosteiro à volta dos claustros, que se encontravam a oriente, este tipo de alojamento substituía salas de dormir. No lado oriental, através dos alargamentos, o dormitório adquiriu um terraço de acesso directo. Em 1716, foi construída uma fachada nova ao Dormitório,
direccionada a norte. Esta fachada foi coroada com uma estátua do fundador da abadia, D. Afonso Henriques. No ano de 1940, e no âmbito da restauração, foi eliminado chão inserido anteriormente. O Dormitório, tal como hoje é visível, é hoje uma sala de três naves de enormes dimensões, utilizado fundamentalmente para eventos
como, por exemplo, exposições.

Sala dos Monges

da parte norte do Dormitório, acessível através de uma porta que se encontra ao lado da escada para o mesmo, localiza-se a Sala dos Monges. Esta sala possui inclinando-se para o lado norte mediante quatro degraus. Nos primeiros séculos, esta sala servia para o alojamento dos noviços, que não podiam participar na vida
ordem dos monges brancos. Quando no início do século XVI, o dormitório dos noviços foi transferido para o segundo andar do Dormitório, a Sala dos Monges
transformou-se numa sala de trabalho, numa sala de espera e numa sala de estar dos monges. Após a construção da nova cozinha, no século XVII, também era nesta sala entregues e armazenadas as mercadorias. No ponta a sul da Sala dos Monges encontra-se uma separação mural maciça, aberta em direcção ao tecto, formando uma em direcção ao muro a norte do Parlatório. Em 1229, o cabido-geral dos cistercienses decidira que todos os mosteiros deviam ter uma prisão no seu interior. A abadia
para a sua jurisdição civil uma prisão nos calabouços do castelo que se localizava acima e a ocidente do Mosteiro. De acordo com a nova regra, o compartimento dos Monges passou a ser utilizado como uma prisão pertencente ao Mosteiro.

Claustro do Refeitório





com lareira








http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f9/Stone_table_Alcoba%C3%A7a_Monastery.jpg/220px-Stone_table_Alcoba%C3%A7a_Monastery.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/66/Mosteiro_de_Alcobaca_26b.jpg/220px-Mosteiro_de_Alcobaca_26b.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/fc/Alcobaca.mosteiro.refeitorio.fitnessdoor_2_.jpg/220px-Alcobaca.mosteiro.refeitorio.fitnessdoor_2_.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png


exterior





cozinha feita de pedra











porta fitness do refeitório

medieval, o claustro a norte, o Claustro do Refeitório, englobava, visto de oriente para ocidente, a sala ao lado da Sala dos Monges, i. e, o Calefactório, o refeitório à entrada, um poço para a lavagem das mãos e a cozinha antiga. Tanto a norte da cozinha velha, como também a norte do calefctório, existiam pátios que ficavam
linha do edifício.

Cozinha velha e nova

seu reinado (1656-1667), o rei D. Afonso (1643-1683) deu a ordem de construção de um novo claustro na área noroeste do Mosteiro, através do qual era necessário
cozinha medieval a oeste do refeitório. Ao mesmo tempo, os hábitos alimentares dos monges tinham-se alterado. De acordo com as regras cistercienses antigas, matérias gordas estavam proibidas aos monges. Abria-se uma excepção no caso de doença, podendo os monges comer carne na enfermaria. No ano de 1666,






VII autorizou o consumo de carne três vezes por semana. Esta autorização desencadeou uma mudança radical nos costumes dos monges, estando a sua pequena
tecnicamente, impreparada. Assim, foi necessário desviar o calefactório a leste do refeitório para se criar uma cozinha nova. Para além da cozinha, o Calefactório em que se podia aquecer, pelo que, na época medieval, era neste local que os copistas copiavam os seus livros. No entanto, com o alargamento de mais claustros essa sala tornou-se desnecessária até porque, entretanto, a impressão tinha substituído a cópia manual. Deste modo, foi construída na área do Calefactório e do cozinha, de 29 m de profundidade e de 6,50 m de largura, que ultrapassava os dois andares, atingindo uma altura de 18 m. A data exacta da nova construção conhecida, embora exista, numa parede da cozinha, uma inscrição com a data de 1712. Porém, presume-se que a cozinha nova ainda tenha sido construída antes do claustro Afonso VI, por volta do século XVII. No meio da cozinha, foi construída uma lareira sobre uma área de ca. de 3 x 8 m, com uma altura de 25 m, com duas lareiras medidas de 2,5 m x 1,5 m e de 4 m x 1,5 m de altura igual, sendo estas medidas as mais altas do Mosteiro, após a igreja com a sua nave. Estas disposições só existiam
Portugal no Convento da Ordem de Cristo, em Tomar, e no Palácio Nacional de Sintra. O chão da lareira principal era rebaixado em relação ao nível do solo para que
as brasas, pelo que estas disposições – após a abstinência de carne durante séculos – eram propícias ao grelhar e à cozedura de gado. Alguns cálculos concluíram era o suficiente para alimentar mais de 500 monges. Em 1762, existiam em Alcobaça 139 monges brancos, juntando-se-lhes ainda os irmãos leigos. Por baixo do cozinha corre uma conduta da Levada, um braço artificial do rio Alcoa. A água sai pelo lado norte da cozinha por uma fenda aberta para fluir numa bacia inserida no chão, água era retirada. Segundo a lenda, os monges terão pescado nesse local, o que parece muito pouco credível. Do lado oeste da cozinha foram colocadas sete grandes
pedra com saídas por meio de figuras imaginárias ou caretas, das quais saía a água para dentro de duas bacias do tamanho de uma banheira, alimentadas por saída da parede. Esta fenda era alimentada por uma outra afluência de água, que, por sua vez, era alimentada por uma fonte através de uma conduta de 3,2 km com veja a seguir). Em 1762, a cozinha recebeu os azulejos nas paredes e nos tectos que ainda hoje existem.

Refeitório

ao lado da nova cozinha encontra-se o Refeitório, a sala de jantar dos monges brancos. O Refeitório era constituído por um pavilhão com três naves com as dimensões
620 m² ( 29 x 21,5 m). Por cima da entrada encontra-se uma inscrição em latim de difícil interpretação: respicte quia peccata populi comeditis (lembrem-se que pecados do povo). A sala impressiona pelas suas proporções harmónicas, possuindo janelas tanto do lado norte como a leste. Do lado oeste, uma escada de pedra
púlpito do leitor, que lia textos da Ordem durante as refeições. Os monges sentavam-se com os rostos virados para a parede e tomavam a sua refeição em silêncio. estava sentado com as costas viradas para a parede a norte e observava a sala. No lado oeste da ponta a sul, o Refeitório abria-se para a antiga cozinha medieval, lateral, que conduz ao claustro de D. Afonso VI. Alguns metros à frente, encontra-se na mesma parede uma abertura de dois metros de altura e 32 cm de largura, sala, não existindo nenhuma explicação científica para ela. De acordo com uma lenda, esta abertura destinava-se ao controle do peso dos monges. Uma vez por tinham de passar por esta porta, o que só era possível fazendo-o de lado. Se, devido ao excesso de peso, os monges não conseguissem passar pela abertura, eram
a fazer dieta. Os danos causados pela transformação em 1840 do Refeitório num teatro (com 301 lugares, dos quais 120 nas galerias e 5 camarotes) foram remediados
sua restauração.

Lavabo

da entrada do refeitório encontra-se o lavabo, que, traduzido à letra, significa a Sala da Lavagem. No meio de um pavilhão de cinco cantos existe um poço com no qual os monges se podiam lavar antes das refeições. Esta disposição é típica de mosteiros cistercienses. O lavabo é igualmente alimentado pela água da própria
de água potável. O tecto do pavilhão possui um terraço, ao qual se acede por meio de uma escada a partir do claustro superior. Nesse terraço encontra-se um antigo
sol.

Claustro do Poente

claustro englobava, durante a época medieval, as salas dos irmãos leigos que aí tinham o seu refeitório. Além disso, existiam nesse local as despensas do Mosteiro. tinham acesso à igreja por um caminho próprio, que se encontra hoje em dia na porta da entrada da Sala dos Reis. Durante as missas, estava-lhes destinada a parte A partir do século XVI, a área dos irmãos leigos foi totalmente transformada. O cardeal D. Henrique (abade de Alcobaça de 1540 a 1580), mandou construir, nesse da abadia com a ordem de que, após a sua morte, essas salas fossem utilizadas para o alojamento de convidados. Após a sua morte, existem provas da existência também no piso superior), da Sala das Conclusões e da Sala dos Reis. Na Sala das Conclusões encontravam-se as estátuas dos reis portugueses que, entre os 1769 foram mudadas para a actual Sala dos Reis que, anteriormente, tinha servido de capela. Mais tarde, a Sala das Conclusões servia como arquivo e, na época pela repartição das finanças. As 19 estátuas dos reis, que ainda se conservam, encontram-se na Sala dos Reis em cima de pedestais. Nos azulejos azuis, datados terceto do século XVIII, que revestem as paredes da Sala dos Reis, representou-se a história da fundação do Mosteiro de Alcobaça. Nesse local, encontra-se o grupo de D. Afonso Henriques, de São Bernardo de Claraval e do Papa Inocêncio II durante a coroação imaginária do rei português no ano de 1139.

Outros claustros






http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/75/Alcobaca.mosteiro.side.north.3.jpg/220px-Alcobaca.mosteiro.side.north.3.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/c6/Alcobaca.mosteiro.east.side.jpg/220px-Alcobaca.mosteiro.east.side.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a5/Mosteiro_de_Alcobaca_45a.jpg/220px-Mosteiro_de_Alcobaca_45a.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png




do Rachadoiro e da Levada, lado norte





do Rachadoiro, lado oriental





da Levada

Claustro da Levada

século XVI, surgiu uma grande actividade de construção derivada das novas funções da Congregação Autónoma Cisterciense de Portugal. Estas construções implicavam
renovação e a remodelação das partes do Mosteiro ainda existentes como também a remodelação da fachada oeste do Mosteiro. Do lado leste do edifício a norte construído o Claustro da Levada, igualmente conhecido por Claustro dos Noviços ou Claustro do Cardeal – este último nome remonta, provavelmente, ao seu iniciador, Henrique. A Levada passa pelo pátio do Claustro. A Levada é um braço artificial do rio Alcoa que foi desviado e que passava pelo lado sul da sacristia, entrando






http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/bb/Alcobaca.mosteiro.1750.JPG/220px-Alcobaca.mosteiro.1750.JPG
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/97/Alcobaca.mosteiro.obelisk.detail.jpg/220px-Alcobaca.mosteiro.obelisk.detail.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png
servindo para o funcionamento das rodas dos moinhos e de equipamentos semelhantes. Tanto o Claustro como os edificios que se lhe ligavam a norte, a sul e Claustro faz fronteira com os edifícios medievais) foram concluídos em 1636. Estes edifícios alojavam as salas do abade-mor e as dos noviços, encontrando-se no oficinas e os fornos para as esculturas de barro. Ao contário do sucedido nos edifícios medievais, estavam previstas celas para o alojamento dos monges.

Claustro do Rachadoiro

XVII, houve uma grande necessidade de construir o Claustro do Rachadoiro, ou Claustro da Biblioteca, devido à falta de espaço no Mosteiro. A sua construção XVIII, terminando no ano do terramoto, em 1755, com a construção da Biblioteca no lado sul do Claustro. Nos seus edifícios existiam celas e no rés-do-chão ficavam instalações semelhantes. De um modo geral, a Biblioteca é constituída por uma sala com as dimensões de 47,7 m x 12,7 m . O tecto estava decorado com uma Bernardo de Claraval, ornamentada com flores que, no século XIX e XX, foi destruída por danos no telhado. A Biblioteca continha uma das maiores colecções de Portugal
ano do seu saque em 1833 e a posterior transferência do restante para a Biblioteca Nacional.

Arredores

Muro do Mosteiro





com muro; 1700-1750

com a regra de Benedito, um mosteiro deveria albergar água, um moinho e um jardim no seu interior. Deste modo, o Mosteiro de Alcobaça, à semelhança do Claraval, possuía um muro alto à sua volta. No entanto, a fachada ocidental do Mosteiro fazia uma fronteira com a praça do mesmo. É provável que nesse local se
encontrasse durante a época medieval um fosso de protecção ao Mosteiro. O muro decorria a partir da fachada ocidental a norte até ao rio Baça que vinha de oeste, pelo confluência dos rios {{ Baça e Alcoa, como a abadia antiga se encontravam dentro dos muros do Mosteiro. De acordo com uma outra opinião, eles encontrar-se-iam do Mosteiro. Uma parte desse muro foi demolida apenas em 1839. Ainda existem algumas partes do muro do Mosteiro a sul, que partia da ala sul do largo do maior parte do muro desapareceu nas lamas da inundação de 1772 que, também, cobriram os edifícios do Mosteiro, ficando amontoado juntamente com a terra. afasta-se vários metros da fachada a sul do Mosteiro, encontrando-se com o braço artificial do Alcoa, a Levada que originariamente alimentava o Mosteiro com água Também nesse local ainda são reconhecíveis vestígios do muro antigo e das construções da Levada. Não se tem a certeza acerca do decurso das delimitações do leste, onde também corre o rio Alcoa. Na representação ilustrativa de um artista do século XVIII, as construções dos arredores do Mosteiro, naquela altura existentes, contempladas.

Os jardins do Mosteiro a sul





pormenor, século XVI

XVIII, entre o muro do Mosteiro orientado a sul e o próprio Mosteiro encontravam-se jardins imponentes, os Jardins Franceses. Destes jardins ainda existe um elipse e um obelisco, que datam provavelmente das modernizações iniciadas no século XVI, sob a influência do barroco, na parte ocidental. Os visitantes do século






http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/0e/Alcobaca.mosteiro.fountain.gargayle.jpg/220px-Alcobaca.mosteiro.fountain.gargayle.jpg
http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png
estes jardins. A Levada fluia através destes jardins. Nas margens da Levada existiam quatro locais com poços, que eram locais de ensino aos noviços. O último conservou-se com o seu poço.

Cemitérios

cemitério dos monges ter-se-á localizado no lado sul do transepto da igreja, motivo pelo qual a porta de acesso ao exterior é apelidada de Porta da Morte. Nesse local também a Capela de Nossa Senhora do Desterro, datada do ano de 1716. Após o encerramento do Mosteiro, os habitantes de Alcobaça foram aqui enterrados durante de anos.

Agricultura

a norte do Mosteiro e dos rios Alcoa e Baça encontravam-se os dispositivos de agricultura do Mosteiro, dos quais ainda existem os restos do edifício na Praça de Henriques. Exemplo disso são as duas portas de passagem em forma de túnel (apelidadas de Portão de Cister e de Portão de Claraval). Era neste edifício que se
encontravam os cavalos e as carruagens do Mosteiro.

O sistema hidráulico do Mosteiro





do século XVI, corrente subterrâneo da água

Velha, o primeiro Mosteiro provisório, foi c onstruída na margem do rio Alcoa. Mais tarde, o Mosteiro passou a ser abastecido pela água que provinha de um braço do Alcoa, a Levada. A partir dos resultados de várias investigações, é possível que o rio Alcoa tenha sido desviado ou rectificado e que algumas partes do seu leito
tenham sido utilizadas para a construção da Levada. No entanto, é surpreendente que os monges tenham desde muito cedo criado um sistema próprio de abastecimento
Deste modo, em Chiqueda, que se encontra no curso superior do rio Alcoa, foi aproveitada uma fonte, cuja água foi encaminhada subterraneamente durante mais vezes, ela corria em direcção ao Mosteiro, numa inclinação de 0,25%, através de túneis transitáveis ou por canais sob céu aberto. Era desta forma que o Lavabo,
à entrada do Refeitório, no qual os monges se podiam lavar, e a cozinha eram abastecidos de água. Dentro do muro do Mosteiro existiam também diversos poços, provinha água limpa, como se pode ver acima, por exemplo, pelo gárgula datado, provavelmente, do século XVI. Presume-se que o abastecimento de água, através subterrânea, servisse, igualmente, para uma necessidade em tempos de crise. Os correspondentes afluentes subterrâneos de fontes mais distantes de canais desviados
túneis transitáveis também existiam no lado sul. Ainda existem partes desses túneis. Provavelmente, eles destinavam-se ao abastecimento do Mosteiro com água de ter sido construída a nova conduta de água de Chiqueda. Instalações subterrâneas como estas também são conhecidas no lado norte do Mosteiro direccionando-13]

Referências

. Cocheril, Alcobaça, Abadia Cisterciense de Portugal. Alcobaça 1981, Depósito Legal 30 258/89, p. 19
. criticamente sobre isso: Nobre de Gusmão, A real Abadia de Alcobaça. Lisboa, 2ª edição, 1992, ISBN 972-24-0835-6, pp. 45-49
. Confirmação da doação á Ordem de Santiago de Castelo do castelo de Arruda, [1]
. IPPAR,http://www.ippar.pt/pls/dippar/ pat_pesq_detalhe?code_pass=72693
. Cocheril, p. 27
. Joaquim Vieira de Natividade, Obras Várias, Alcobaça, vol. II, As Granjas do Mosteiro de Alcobaça, pp.62-64
. Tavares, Mosteiro de Alcobaça, O Claustro Sul no Mosteiro de Alcobaça. Relatório CB 25, Instituto Português do Património Arquitectónico, 1999, IPPA; idem,
Hidráulica, Linhas Gerais de Sistema Hidráulico Cisterciense em Alcobaça. in: Roteiro Cultural da Região de Alcobaça. pp. 39-109, Alcobaça 2001, ISBN 972-98064-81







http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/4a/Commons-logo.svg/22px-Commons-logo.svg.png
Bandeira de Portugal
. Depois de ter sido aclamado rei, foi libertado pelo Papa dos seus votos a favor da estabilidade da nova dinastia, deixando nove filhos legítimos, entre os quais encontrava o Infante D. Henrique, e três filhos ilegítimos.
. Santuário da Nossa Senhora da Nazaré, Uma Cronologia (de 1750 aos nossos dias), Lisboa 2002, Edições Colibri/Confraria de Nossa Senhora da Nazaré, p. 54
. Um major deste regimento descendia de uma família antiga de renome de Turquel, Francisco Garção, História de Antigo Conselho de Turquel,
www.turquel.com/historia/ancoturq.htm]
. Planta elaborada com o auxílio de dados de: Dom Maur Cocheril: Alcobaça, Abadia Cisterense de Portugal. Alcobaça, 1989, Depósito Legal 30 258/89
. Cocheril pp. 42-45; Nobre de Gusmão pp. 19-31
. Tavares, Mosteiro de Alcobaça, O Claustro Sul no Mosteiro de Alcobaça. Relatório CB 25, Instituto Português do Património Arquitectónico, 1999


Literatura

 Dom Maur Cocheril: Alcobaça, Abadia Cisterense de Portugal. Alcobaça 1989 Deposito Legal 30 258/89
Artur Nobre de Gusmão: A real Abadia de Alcobaça. Lisboa 2. Aufl. 1992, ISBN 972-24-0835-6
Maria Zulmira Furtado Marques: Um Século de História de Alcobaça 1810-1910. 2003, ISBN 972-97145-8-4
Manuel Vieira de Natividade: O Mosteiro de Alcobaça. Coimbra 1885
José Pedro Duarte Tavares: Hidráulica, Linhas Gerais de Sistema Hidráulico Cisterciense em Alcobaça. in: Roteiro Cultural da Região de Alcobaça. S. 39-109, Alcobaça
2001, ISBN 972-98064-3-8
José Pedro Duarte Tavares: Mosteiro de Alcobaça, O Claustro Sul no Mosteiro de Alcobaça. Relatório CB 25, Instituto Português do Património Arquitectónico, 1999
Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, Inventário do Património Arquitectónico, Mosteiro de Alcobaça/ Real Abadia da Santa Maria de Alcobaça


Panteão régio

 Túmulos de D. Pedro I e de Inês de Castro


Eclesiásticos

 Henrique I de Portugal (1512-1580)
Frei António Brandão, Ordem de Cister
João Claro




Ligações externas



O Wikimedia Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Mosteiro de Alcobaça

 IPPAR: Informações sobre o Mosteiro de Alcobaça




Património Mundial em Portugal

Histórico de Angra do Heroísmo • Convento de Cristo • Mosteiro da Batalha • Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém • Centro Histórico de Évora • Mosteiro de
• Paisagem Cultural de Sintra • Centro Histórico do Porto • Sítios de Arte Rupestre do Vale do Côa • Floresta Laurissilva da Ilha da Madeira • Centro Histórico de
Guimarães • Região Vinhateira do Alto Douro • Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico









artigo






tick
http://www.territorioscuola.com/immagini/milonic_100x35.gif
http://www.territorioscuola.com/immagini/phpwpoison.png
TerritorioScuola.com


 descrição detalhada do Mosteiro


A descrição detalhada é uma tradução do artigo na Wikipedia alemã. Um resultado da Discussão (veja Rui Silva (discussão -Património Mundial Mosteiro de Alcobaça- discussão) é reduzir o tamanho da descrição detalhada, fazer isto preciso da ajuda dos outros usários.--Karstenkascais (discussão) 12h14min de 29 de Setembro UTC)



Assistência de Pesquisa:
Escolha da área linguística que lhe interessa, clique na bandeira representa;
Utilize o formulário de busca localizada na parte superior da página;
Escreve uma palavra em um momento com a primeira letra em formato de maiúsculas;
você estiver procurando por uma frase exata ou um nome e um sobrenome, escreva apenas separadas por um sublinhado '_' e sempre
primeira letra forma capitalizada;
Você também pode usar a pesquisa destacados em amarelo referem-se aos conteúdos em formato áudio, vídeo, PDF, PPT e fazer o download
diretamente para o seu computador;
clicar em qualquer link gera automaticamente uma nova página que contém, além do conteúdo da Wikipedia, incluindo documentos investigação (PDF, PPT, áudio, Vídeo, html) relacionados.




 ---






HPTS - Area Progetti - Edu-Soft - JavaEdu - N.Saperi - Ass.Scuola.. - TS BCTV - TSODP





TSWikiPedia - PiazzaC.le - Chat - InterAzioni- NormaScuola - Editoriali - Wring - DownFree !








TerritorioScuola. Some rights reserved. Informazioni d'uso .















 
Correto.
Permeia a gagueira na grafia,
Dentre a complexa morfologia,
Em texto e sonetos lusofónicos,
Onde rompo em versos atrevidos. 

Esperando a perfeita conjectura,
Que traga ciência e formosura,
Entre desta gente sem formatura,
Um saber travesso na fissura.

Torturo minha alma no aprender,
Sinônimos que espelha grandeza no empreender,
Das rimas clássicas que adjetiva um compreender.

Vem da trama humana esta façanha,
De estar junto a tantos que nos acompanha,
Do escrever da saudade linhas tamanhas.


Kiko Pardini


BLOG DA DILMA: BlogsProg for Export

BLOG DA DILMA: BlogsProg for Export: GUERRILHEIROS VIRTU@IS apresentam Andrea Shilz, editora do Blog da Dilma na Alemanha,e também do http://brasil-no-exterior.blogspot.com /,...

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

BLOG DA DILMA: BlogsProg for Export

Difference between revisions of "User talk:Kiko58"

Jump to: navigation, search
(Radical)
 
Line 31: Line 31:
 
 
 
== A barnstar for you! ==
 
== A barnstar for you! ==
  +
  +
====Radical====
  +
2.<br/>Que belas são as noites..<br/>
  +
.<br/>Em contrastes com becos.<br/>
  +
.<br/>Namoro e namorados.<br/>
  +
.<br/>Tanto de Salto como de chinelos..<br/>
  +
  +
.<br/>Os perfumes volaticos iludem divina.<br/>
  +
.<br/>Em vestidos decotados certas meninas.<br/>
  +
.<br/>Que caminha entre hotel e taxi.<br/>
  +
.<br/>Fazem da noite criança divina.<br/>
  +
  +
.<br/>Já as dos becos amargos são.<br/>
  +
.<br/>Como brutos descontrolados.<br/>
  +
.<br/>Pela cultura presos nunca chegam.<br/>
  +
  +
.<br/>No que os imagino sem banho.<br/>
  +
.<br/>Inventou sua linguagem.<br/>
  +
.<br/>E nos temendo vivem a se esconder..<br/>
  +
.<br/>Kio Pardini.<br/>
  +
  +
  +
 
 
 
{| style="background-color: #fdffe7; border: 1px solid #fceb92;"
 
{| style="background-color: #fdffe7; border: 1px solid #fceb92;"

Francisco Carlos Pardini partilhou a foto de Paulo Lamac.


Acontece na ALMG, reunião preparatória para mais uma grande ação da Comissão Especial de Enfrentamento ao Crack.
A reunião esta sendo presidida pelo Presidente da ALMG, Diniz Pinheiro, e pelo Presidente da Comissao Especial, Dep. Paulo Lamac.
Conta também com a participação do subsecretário de políticas anti-drogas, Sr. Clovis Benevides, Dep Estadual Liza Prado, membro efetivo da Comissao Especial, Vereador Daniel Nepomuceno, Pastor Wellington, Alex Passo, representante de PBH, equipe técnica da ALMG e varias lideranças ligadas às lutas de combate às drogas.
Os participantes estão empenhadíssimos em fazer uma grande ação de Enfrentamento ao Crack em Belo Horizonte.



Resido em Belo Horizonte . Gosto de cinema , música , estudar , amar e viajar .
cursei serviço social na puc-minas , administração de empresas na una . sou pos-graduada em serviço sociale sociologia . Filiada ao partido dos trabalhadores
A guerra química que fez vitimas pelo mundo foi proibida pela ONU   é combatida. Como também o uso de bombas de fósforo , e tantas outras forma de destruição em massa como uso de vírus.
O Que norteia este texto é justamente tentar provar para população e para as autoridades que o Crack foi desenvolvido no intuito de ser mais uma arma química de degeneração humana.
Tendo ainda que levar em consideração o movimento milionário que esta  arma proporciona para traficantes impedindo o real desenvolvimento do "pais" entre estes o Brasil

 

Brasil vai implementar resoluções da ONU contra a proliferação de armas de destruição

23/04/2012 16:29 - Portal Brasil

As autoridades brasileiras estão obrigadas a adotar, a partir desta segunda-feira (23), no âmbito de suas respectivas atribuições, o disposto em duas resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas que tratam do combate à proliferação de armas de destruição em massa.
A determinação consta de decreto assinado pela presidenta Dilma Rousseff, publicado na edição desta segunda-feira (23) do Diário Oficial da União, e alcança as armas nucleares, químicas e biológicas que constituam ameaça à paz e segurança internacionais, além dos vetores de lançamento para o transporte desses armamentos até o alvo, a exemplo de mísseis e foguetes.
As resoluções que tiveram a implementação definida pelo decreto presidencial são a 1.977, adotada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas em 20 de abril do ano passado, e a 1.540, aprovada pelo mesmo organismo em 28 de abril de 2004.
Segundo o Itamaraty, com a publicação, o governo brasileiro dá início à implementação das medidas de desarmamento que também serão adotadas por todos os Estados-Membros da ONU. A iniciativa é fruto de preocupação mundial com o terrorismo e o tráfico de armas, entre outras ameaças à paz e à segurança internacionais.
De acordo com a Resolução 1.540, é necessário que os estados-membros resolvam, por meios pacíficos, quaisquer problemas que representem ameaça ou distúrbio à manutenção da estabilidade regional ou global. Pela resolução, isso inclui os compromissos relativos ao controle de armamento, ao desarmamento e à não proliferação, em todos os seus aspectos, de qualquer arma de destruição em massa.
O documento criou o Comitê 1.540, visando à adoção efetiva de suas normas e encorajando os Estados-Membros a prepararem planos de ação nacionais de implementação traçando projetos e prioridades. Conforme a resolução, o comitê deverá “engajar-se ativamente, com o apoio de conhecimentos especializados necessários e relevantes, no diálogo com os Estados (...) inclusive por meio de visitas a Estados que o convidarem”.
A Resolução 1.977, mais recente entre as adotadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas tratando do tema, reafirma documentos anteriores, a exemplo das resoluções 1.673 , de 27 de abril de 2006, e 1.810, de 25 de abril de 2008, além da própria Resolução 1.540. A norma também cobra a implementação das medidas anteriormente aprovadas.

 


sexta-feira, 8 de junho de 2012
A DOUTRINA DO CHOQUE
.
Se tiver uma hora do seu dia sobrando nesse final de semana, pense sobre a hipótese de usá-la pra aprender um pouco sobre a Doutrina do Choque descrita pela jornalista canadense Naomi Klein. A Doutrina é um grande livro que descreve muito bem como certas teorias econômicas infalíveis nos são empurradas goela abaixo para favorecer não a quem eles dizem que favorecerá (nós, o povo) e sim, tão somente um grupelho de afortunados que por ser parte de um govrno, ou por ter comprado (a peso de ouro) essa proximidade, lucrará trilhões.  Sim, trilhões.

Esse documentário que você pode assistir aqui embaixo, foi dirigido por Alfonso Cuarón e pela própria Klein e faz um resumo do livro, mas não o substitui. A peça escrita é riquíssima em detalhes e é coisa fundamental para quem pretenda se dizer com cérebro, para discutir economia muito além do que é falado nas páginas idióticas da revista Veja e assemelhados.

Como diz a brilhante jornalista curitibana, miss Lemos, desembrulhe o cérebro do plástico de bolinhas e coloque-o para matutar. Não tenha vergonha de destoar da massa de ignorantes que insiste em reinar em nosso planeta e que abomina tudo o que não seja massificado ao melhor estilo BBB.


Em meados dos anos 80, uma nova droga surgiu. Devido ao seu baixo custo e "barato" rápido e intenso, o crack rapidamente ganhou popularidade entre seus usuários, especialmente nas áreas urbanas mais pobres. Em duas décadas, o crack já tinha cobrado um alto preço, deixando problemas físicos e emocionais sérios não apenas em seus usuários, mas em comunidades inteiras e nos Estados Unidos como um todo.
Nesse post, explicaremos como o crack é produzido e que efeitos ele tem sobre o corpo.
O que é cocaína?
O crack é feito da cocaína, uma droga em pó derivada das folhas da planta de coca, cultivada principalmente na América do Sul. Apesar de a coca só ter ganho notoriedade nos Estados Unidos depois dos anos 80, ela é usada há séculos. Muitas gerações de índios sul-americanos mastigavam suas folhas para ganhar força e energia.
A cocaína foi extraída das folhas de coca pela primeira vez no século XIX. Naquela época, era usada para propósitos medicinais em bebidas, e a história é verdadeira: a Coca-Cola já teve cocaína em sua fórmula. No final do século XIX, a cocaína também era usada como anestésico e para prevenir sangramentos excessivos durante cirurgias. No século seguinte, as pessoas começaram a perceber que a cocaína era um narcótico viciante, e o uso da droga com finalidades não-medicinais tornou-se ilegal com a aprovação da Harrison Narcotics Tax Act (site em inglês), uma lei contra os narcóticos, em 1914.
A cocaína em pó forma a base da cocaína de base livre. A cocaína de base livre tem um ponto de fusão baixo, por isso pode ser fumada. Ela é feita através da dissolução da cocaína em pó em água misturada com uma solução alcalóide forte, como a amônia. Então, um solvente altamente inflamável, como o éter, é acrescentado, e uma base sólida de cocaína se separa da solução.
O crack é um tipo de base livre da cocaína ainda mais fácil de ser preparado.
Produzindo o crack
Por que "crack"? A palavra "crack" vem do som que a pedra de cristal faz quando é aquecida no cachimbo de crack. Esse som é causado pelo bicarbonato de sódio.
O crack também é feito da cocaína em pó, mas como sua produção não requer o uso de solventes inflamáveis, é menos perigoso de fazer do que a base livre. Para fazer crack, a cocaína em pó é dissolvida em uma mistura de água e amônia ou bicarbonato de sódio. A mistura é fervida para separar a parte sólida, e depois resfriada. A parte sólida é posta para secar e depois cortada em pequenos pedaços, ou "pedras".

Passo 1 (esquerda): o pó é dissolvido em água quente
Passo 2 (direita): é adicionado bicarbonato de sódio à mistura

Passo 3 (esquerda): a solução é fervida para separar a parte sólida
Passo 4 (direita): resfriamento da mistura separada

Passo 5: filtragem da mistura fria para isolar os sólidos

Crack ( no filtro à direita)
As pedras de crack são brancas ou cor de canela e pesam geralmente de 1 a 5 gramas. Segundo a U.S. Drug Enforcement Agency (site em inglês), as pedras de crack contêm de 75% a 90% de cocaína pura.
O crack no corpo
A maioria dos usuários prefere fumar crack, apenas uma minoria usa a droga injetável. Para fumar o crack, o usuário coloca a droga em um pequeno cachimbo de vidro. Com um pedaço pequeno de palha de aço em um lado do cachimbo e, do outro lado desse filtro, a pedra. Quando a pedra é aquecida por baixo, produz um vapor ou fumaça. O usuário aspira esse vapor para dentro de seus pulmões. A partir daí, a droga é levada à corrente sangüínea.
Quando chega no corpo, o crack age em uma parte do cérebro chamada área tegmental ventral (VTA).
Lá, a droga interfere com um neuro-transmissor químico do cérebro chamado dopamina, que está envolvido nas respostas do corpo ao prazer. A dopamina é liberada por células do sistema nervoso durante atividades prazerosas, como comer ou fazer sexo. Assim que é liberada, a dopamina viaja através das lacunas existentes entre as células nervosas, fazendo uma sinapse, e se liga a um receptor em uma célula nervosa vizinha (também chamada neurônio). Isso envia um sinal àquela célula nervosa, que produz um sentimento bom. Em condições normais, assim que a dopamina envia esse sinal, ela é reabsorvida pelo neurônio que a liberou. Essa reabsorção acontece com a ajuda de uma proteína chamada transportador de dopamina.
O crack interrompe esse ciclo. Ele se liga ao transportador de dopamina, impedindo o processo normal de reabsorção. Depois de liberada na sinapse, a dopamina continua estimulando o receptor, criando um sentimento permanente de empolgação ou euforia no usuário.
Como o crack é inalado na forma de fumaça, ele chega ao cérebro muito mais rápido que a cocaína em pó. Ele pode chegar ao cérebro e criar um barato em 10 a 15 segundos, enquanto a cocaína em pó inalada leva de 10 a 15 minutos para surtir o mesmo efeito. O barato do crack pode durar de 5 a 15 minutos.
Efeitos colaterais do uso do crack
Ao mesmo tempo que cria uma sensação de alegria no usuário, o crack também deixa muitos efeitos significativos e potencialmente perigosos no corpo. As pessoas que o utilizam mesmo poucas vezes correm riscos de sofrer infarto, derrame, problemas respiratórios e problemas mentais sérios.
Ao percorrer a corrente sangüínea, o crack primeiro deixa o usuário se sentindo energizado, mais alerta e mais sensível aos estímulos da visão, da audição e do tato. O ritmo cardíaco aumenta, as pupilas se dilatam e a pressão sangüínea e a temperatura sobem. O usuário pode começar, então, a sentir-se inquieto, ansioso e/ou irritado. Em grandes quantidades, o crack pode deixar a pessoa extremamente agressiva, paranóica e/ou fora da realidade.
Devido aos efeitos no ritmo cardíaco e na respiração, o crack pode causar problemas cardíacos, parada respiratória, derrames ou infartos. Ele também pode afetar o trato digestivo, causando náusea, dor abdominal e perda de apetite.
Se o crack for inalado com álcool, as duas substâncias podem se combinar no fígado e produzir uma substância química chamada cocaetileno. Essa substância tóxica e potencialmente fatal produz um barato mais intenso que o crack sozinho, mas também aumenta ainda mais o ritmo cardíaco e a pressão arterial, levando a resultados letais.
Como as pessoas se viciam em crack?
A cocaína é uma substância altamente viciante. Pessoas que a utilizam podem tornar-se fisicamente e psicologicamente dependentes, ao ponto de não poder controlar seus desejos. Pesquisadores descobriram que macacos viciados em cocaína chegam a pressionar uma barra mais de 12 mil vezes para conseguir uma única dose da droga. Assim que conseguem, recomeçam a pressionar a barra para conseguir mais.
O crack e outras drogas viciantes alteram quimicamente uma parte do cérebro chamada sistema de recompensa. Como mencionado anteriormente, quando as pessoas fumam crack, a droga prende a dopamina nos espaços entre as células nervosas. A dopamina cria as sensações de prazer que obtemos em atividades prazerosas, como comer ou fazer sexo. Mas em usuários de crack, a dopamina continua estimulando essas células, criando um "barato", uma sensação de euforia que dura de 5 a 15 minutos. Então, a droga começa a perder efeito, deixando a pessoa desanimada e depressiva, resultando em um desejo de fumar mais crack para se sentir bem de novo.
O cérebro responde à overdose de dopamina criada pelo crack destruindo parte da dopamina, produzindo menos ou bloqueando os receptores. O resultado é que, depois de utilizar a droga por certo tempo, os usuários de crack se tornam menos sensíveis a ela, e precisam utilizar mais e mais para obter o efeito desejado. Conseqüentemente, eles não conseguem parar de usar a droga porque seus cérebros são "reprogramados", eles precisam da droga para funcionar corretamente. Quanto tempo leva para se viciar? Varia de pessoa para pessoa, e é difícil determinar um tempo exato, principalmente porque o vício físico está ligado ao vício psicológico.
Evidentemente, nem todo mundo reage da mesma forma ao uso prolongado. Há usuários que se tornam ainda mais sensíveis ao crack quanto mais o utilizam. Alguns chegam a morrer depois de utilizar uma pequena quantidade, devido a sua sensibilidade aumentada.
Em dólares
Os americanos gastaram um total de US$ 35,3 bilhões em cocaína no ano 2000.
Crise de abstinência
Quando uma pessoa viciada pára de utilizar o crack, há uma "crise". Ela enfrenta os sintomas da abstinência, que incluem:
* depressão
* ansiedade
* necessidade intensa da droga
* irritabilidade
* agitação
* exaustão
* raiva
Enfrentando o problema: tratamentos
O crack é uma droga altamente viciante, mas há tratamentos para quem a utiliza regularmente. Existem dois tipos principais de tratamento: medicação e terapia cognitiva ou comportamental. Em novembro de 2004 ainda não existiam medicamentos para tratar viciados em crack, mas o National Institute on Drug Abuse (Instituto Americano contra o Uso de Drogas - site em inglês) está pesquisando diversas opções promissoras. A droga Selegilina, usada para tratar o Mal de Parkinson, está sendo testada por sua capacidade de reduzir o metabolismo da dopamina. O Disulfiram, usado para tratar o alcoolismo, é outro candidato. A droga cria uma reação física negativa (náusea, vômitos, etc.) sempre que a pessoa viciada ingere álcool. Pesquisadores esperam que ela também possa ajudar viciados em cocaína. Às vezes também são prescritos antidepressivos para tratar as mudanças de humor causadas pela abstinência.
Terapias comportamentais são atualmente o meio mais comum para tratar o vício do crack. Os pacientes podem ser ou não internados para o tratamento. Em 2002, 176 mil pessoas foram admitidas em centros de tratamentos por serem viciadas em cocaína. Admissões relacionadas ao crack representaram pouco menos de 10% de todos os internamentos em centros antidrogas em 2002.
Uma das terapias comportamentais mais populares é a autocontenção, que recompensa os viciados por ficarem livres das drogas, dando a eles cupons para realizar todo tipo de atividade, como entradas para o cinema e associação em academias de ginástica. Outro método é a terapia cognitiva comportamental, que ensina as pessoas a evitar ou lidar com situações em que elas podem se sentir tentadas a usar o crack. Pessoas com vícios graves, doenças mentais ou ficha criminal podem ficar em centros terapêuticos por um período de seis meses a um ano, no qual passam por reabilitação e aprendem a reintegrar-se à sociedade, livres de drogas.
Filhos do crack - mito ou realidade?
Em meados dos anos 80, quando o crack era um problema de saúde pública crescente, um outro problema relacionado surgiu: os chamados "filhos do crack". Em 1985, a Dra. Isa Chasnoff escreveu um artigo no New England Journal of Medicine (sitem em inglês) afirmando que os bebês expostos ao crack quando estavam no útero desenvolviam deficiências cognitivas permanentes. Logo, as imagens dos filhos do crack estavam em todos os meios de comunicação. Eles se tornaram agentes simbólicos da luta contra as drogas.
Desde então, muitos pesquisadores têm contestado a idéia dos filhos do crack. Um estudo realizado em 2004 pela Society for Research in Child Development (site em inglês) descobriu que a exposição à cocaína no período pré-natal não tinha afetado o desenvolvimento de uma criança com dois anos e sugeria que os efeitos nocivos descobertos previamente em bebês expostos à cocaína podem ter tido mais relação com cuidados pós-parto do que com a exposição à droga no útero.
Mas, apesar das descobertas recentes, os médicos concordam que o consumo de crack durante a gravidez é extremamente prejudicial. Bebês que são expostos ao crack ainda no útero geralmente nascem prematuros e são menores que os outros bebês. A exposição ao crack também pode contribuir para os atrasos no desenvolvimento cognitivo. .




O que é uma arma biológica?

por Tiago Jokura
É um artefato desenvolvido para espalhar agentes vivos - vírus ou bactérias - capazes de infectar um grande número de pessoas. Há registros de manipulação de agentes infecciosos para contaminar inimigos desde o século 14 e, recentemente, em pequenos atos terroristas com correspondências infectadas. É quase impossível desenvolver armas biológicas eficazes sem um aparato científico-militar. Por isso, um ataque desse tipo só aconteceria numa guerra ou feito por terroristas muito bem treinados por governos que detenham essa tecnologia. Felizmente, até agora um desastre como esse ainda não aconteceu. Mas, se algum maluco decidir fazer um ataque em massa, a gente torce para que ele não escolha o antraz, a arma biológica com maior potencial de destruição. Na ilustração destas páginas, a gente simula os efeitos matadores de um ataque com essa bactéria. O aterrorizante cenário foi baseado numa famosa simulação publicada em 1993 pelo Escritório de Avaliação Tecnológica, extinto órgão de segurança e tecnologia do Congresso dos Estados Unidos. "Com o antraz não há chance de contágio de homem para homem. Mas, dependendo do agente utilizado na arma biológica, a transmissão pode ocorrer também de indivíduo para indivíduo, causando uma epidemia e aumentando seu efeito devastador", afirma o geneticista Roque Monteleone Neto, membro da Comissão de Vigilância, Verificação e Inspeção da ONU. As armas biológicas são tão temidas quanto as químicas, que usam substâncias tóxicas como gases mortais criados em laboratório. De fato, elas têm várias semelhanças: causam mortes em massa, preservam a infra-estrutura física (edifícios, documentos, etc.) e podem ser espalhadas sem explosões. Para evitar que esses artefatos sejam usados com propósitos militares, 144 países assinaram em 1972 uma convenção internacional. O problema é que o acordo é só uma espécie de carta de intenções - ou seja, não estipula penalidades para os infratores.
Instituição de pós-graduação
Defesa contra armas químicas

José Daniel Figueroa-Villar


Um dos mais importantes problemas atuais na segurança mundial é a utilização de armas químicas e biológicas por alguns países ou organizações terroristas, motivo pelo qual a defesa contra armas químicas e biológicas é um dos principais assuntos de interesse do Ministério da Defesa do Brasil.
A utilização de armas biológicas é proibida desde 1972 pela Convenção de Armas Biológicas (Biological Weapons Convention, BWC) estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) (1). Este acordo internacional tem sido alterado intensamente por vários anos, procurando procedimentos mais apropriados no seu controle e eficiência. Por outro lado, a não permissão do uso de armas químicas foi estabelecido através da Convenção de Armas Químicas (Chemical Weapons Convention, CWC) em 1993 (2), sendo esse processo responsabilidade da Organização pela Proibição de Armas Químicas (Organisation for the Prohibition of Chemical Weapons, OPCW), que é uma organização intergovernamental independente, mas que possui fortes interações com a ONU.
Apesar da existência desses convênios mundiais, o uso de armas químicas e biológicas continua sendo uma ameaça para o planeta. Esta preocupação deve-se a vários aspectos, principalmente à relativa facilidade e baixo custo para a fabricação de armas químicas e biológicas e o sério impacto que podem ter, tanto em ambientes civis como militares (3). De fato, essas armas, que por seu baixo custo (Tabela 1) são chamadas de "bombas atômicas dos pobres", além dos danos e mortes que podem causar, têm um impacto psicológico muito maior que as armas convencionais devido a seus efeitos diretos nas pessoas.



Atualmente, existem quantidades apreciáveis de armas químicas e biológicas, pois diversos países não assinaram as convenções que tratam deste assunto e outros que as assinaram ainda estão em processo de destruição dos seus estoques de armas químicas e das suas grandes coleções de agentes infecciosos. De fato, a atual manutenção de amostras de agentes infecciosos por países como os Estados Unidos e a Rússia é justificada por eles como a necessária manutenção de fontes para o preparo de vacinas e quimioterápicos, mas, infelizmente, isso não deixa de ser um risco sobre a ocorrência de acidentes ou, ainda, o uso desses agentes como armas (3).
O exemplo mais recente da utilização de armas químicas aconteceu no Japão em 1995, no metrô na área de Tóquio-Yokohama, por parte da seita Aum Shinrikyo utilizando sarin (organofosforado neurotóxico usado como arma química de guerra e que foi sintetizado, pela primeira vez, em 1936). Este episódio causou a morte de 12 indivíduos e ferimentos em mais de 5.500 pessoas, muitas das quais atualmente ainda sofrem de uma forte incapacidade física. Felizmente, esse ataque foi realizado de forma ineficiente e com uma quantidade bem limitada de sarin na sua forma impura. Do contrário, o número de mortos e feridos teria sido muito maior (4).
Pode-se afirmar que atualmente nenhum país está em condições ideais para enfrentar um ataque com armas químicas ou biológicas. Surpreendentemente, nenhum grupo terrorista ou para-militar tem feito uso eficiente desse tipo de armas nos últimos cinco anos, mas, na situação política atual do nosso planeta, ataques com essa classe de armas não convencionais, é só uma questão de tempo. Nesse sentido, todos os esforços são válidos para desenvolver meios de detecção, processos de descontaminação e controle, antídotos e tratamentos de resposta para esse tipo de armas.
As armas biológicas são as mais baratas e de fácil fabricação. Estima-se que seu uso seja 800 vezes mais barato que as armas nucleares e 2.000 vezes que as armas convencionais (altos explosivos) para a destruição de uma área de 1 km2 (Tabela 1). Essas armas são microorganismos infecciosos, principalmente bactérias e vírus, mas também são incluídas nessa classe as toxinas obtidas de seres vivos, principalmente de plantas e bactérias (3).
LUTA HISTÓRICA Durante toda sua existência, a humanidade tem estado em forte combate contra microorganismos. Ainda que a maior parte da população não perceba esse conflito, essa batalha ainda vai continuar de forma intensa durante todo o século XXI. Durante muitos períodos da nossa história, tivemos derrotas violentas causadas por esses seres vivos microscópicos, como a morte de 25 milhões de pessoas de 1347 a 1351 DC no oeste da Europa, causada pela peste bubônica, doença provocada pela bactéria Yersinia pestis, que é um dos agentes patológicos mais agressivos contra humanos e que já matou mais de 150 milhões de pessoas nos últimos 1.500 anos. Atualmente, o maior temor da população mundial está focado em doenças causadas por vírus, como dengue, Aids e gripe (H1N1) e por bactérias como Bacillus anthrazis (antraz), Yersinia pestis, Brucella suis (brucelose) e Coxiella burnetti (rickettsiose ou febre Q), e vírus como Orthopoxvirus variolae (varíola) (3).
Desenvolver agentes para a defesa contra armas biológicas é basicamente descobrir novos agentes antivirais, antibióticos e antiparasitários, assim como desenvolver metodologias para proteção contra a contaminação por microorganismos e processos de esterilização e proteção do meio ambiente. Essas atividades acontecem intensamente na atualidade e são de amplo interesse civil e militar.
Por outro lado, as pesquisas para defesa contra armas químicas são atividades muito mais limitadas. As armas químicas são substâncias de toxidez diversificada, desde lacrimogêneos e gás mostarda até os chamados "gases de guerra", e são classificados em cinco grupos. No primeiro grupo estão os vesicantes, compostos que causam irritação e destruição da pele e de membranas mucosas, especialmente nos pulmões, sendo os principais os chamados "gases de mostarda" que, normalmente, não causam morte, mas levam a fortes efeitos incapacitantes e requerem longos períodos de internação em hospitais. No segundo grupo estão os tóxicos pulmonares, que atacam os tratos respiratórios, sendo o principal deles o fosgênio (COCl2). No terceiro grupo estão os chamados cianetos, que são substâncias que liberam íons cianeto no organismo, com alta capacidade mortal através da inibição da enzima citocromo-c oxidase, sendo os mais conhecidos o ácido cianídrico e o cianeto de cloro. No quarto grupo estão os agentes incapacitantes ou agentes irritantes, que são compostos que levam a efeitos fisiológicos e mentais negativos, incapacitando as pessoas na realização de suas atividades normais, sendo os mais conhecidos os lacrimogênicos como cloroacetofenona e análogos, assim como compostos psicoativos como o benzilato de 3-quinoclinidila. No quinto grupo estão os agentes neurotóxicos, que são compostos organofosforados (OPs) que atuam como inibidores da enzima que controla o processo de transmissão nervosa, chamada acetilcolinesterase (AChE). A inibição da AChE leva a chamada crise colinérgica, com vários efeitos, inclusive a morte por deficiência respiratória (5).
Os gases de guerra são muito mais tóxicos que todos os outros agentes de guerra química, sendo capazes de induzir a morte em baixas concentrações. Destes, os mais conhecidos são: sarin, soman, tabun e VX , sendo o VX o mais tóxico (LD50 – a dose letal mediana para a população humana – de 6 a 10 mg para humanos de 70 kg) (5).
Como mencionado anteriormente, os gases de guerra e organofosforados neurotóxicos em geral são inibidores da enzima AChE, processo que acontece através da introdução de grupos fosfatados no resíduo do aminoácido serina presente no sítio ativo da enzima (figura 1). O resíduo serina é o que efetua a hidrólise do neurotransmissor ACh, controlando assim o processo de transmissão nervosa e evitando diversos problemas, como as convulsões. Como a inibição da AChE provoca o acúmulo do neurotransmissor ACh, essa situação leva à crise colinérgica, que induz sudoração, secreções bronquiais, salivação, miosis e paralisia muscular flácida e falha respiratória, conduzindo a danos musculares e cerebrais permanentes ou a morte. O tratamento para essa intoxicação é realizado com três tipos de fármacos. Para diminuir os efeitos da crise colinérgica pode-se utilizar um composto anticolinérgico, sendo o mais eficiente a atropina. Para o controle das convulsões é usado um depressor do sistema nervoso central, sendo que o mais recomendado é o diazepan. Porém, nenhum desses dois tratamentos permite a recuperação do funcionamento da enzima AChE, pois esses fármacos funcionam apenas como compostos para tratamento dos sintomas, mas não eliminam a intoxicação. Para resolver definitivamente esse problema é necessário reativar a enzima AChE através da eliminação do grupo fosfato que foi introduzido no seu sítio ativo pelos organofosforados (OP) (Figura 1), o que é feito usando fármacos como a pralidoxima (também chamada 2-PAM) e a toxogonina (5).



No meio da Figura 1 está a AChE pura (azul) com o resíduo serina livre (vermelho). A AChE reage com a acetilcolina (ACh), extraindo o grupo acetato (preto) e liberando a colina (Ch, azul) e forma a enzima acetilada (AChE acetilada). A AChE acetilada é depois reconvertida na AChE através da hidrólise com água (preto), formando ácido acético (preto). Esse processo é o que controla os impulsos nervosos. Quando a AChE reage com um organofosforado neurotóxico (verde), como mostrado na parte inferior da figura 1, acontece a introdução do grupo fosfato (verde) no resíduo da serina (vermelho), formando a enzima inibida (AChE inibida), que não tem condições de liberar a colina, levando a aumentos da concentração da acetilcolina e a crise colinérgica. A reativação da AChE inibida mostrada é realizada através da pralidoxima (2-PAM) um dos fármacos usados na atualidade para esse problema. A 2-PAM reage com a AChE inibida extraindo o grupo fosfato (verde). Infelizmente a 2-PAM fosfatada também é tóxica, mas é facilmente hidrolisada pela água presente em nosso corpo. Quando o processo de reativação da AChE é demorado acontece um processo de transformação do grupo fosfato (verde) para um sistema com um oxigênio com carga negativa, levando a uma forma da enzima inibida que não é reversível. Esse processo, chamado de envelhecimento, leva a completa eliminação da função da AChE, e não são conhecidos tratamentos para reativação da enzima nessas condições (5).
Infelizmente, para o caso da AChE fosfatada que pode ser revertida, ainda não existem fármacos com alta eficiência para a reativação eficiente. Atualmente, os antídotos utilizados não são capazes de reativar a AChE inibida por qualquer OP. Assim, para um tratamento eficiente é primeiro necessário identificar o agente intoxicante, sendo que esse processo requer um tempo relativamente prolongado, o que normalmente leva a morte dos pacientes. Por esse motivo, um dos principais assuntos atuais de pesquisa para defesa contra guerra química é o desenvolvimento de novos agentes reativadores da AChE inibida por OP, visando a obtenção de um antídoto eficiente e independente da identificação do agente inibidor utilizado.
No Brasil, esse tipo de pesquisa está atualmente em desenvolvimento no Instituto Militar de Engenharia (IME) e no Centro de Tecnologia do Exército Brasileiro (CTEx) em colaboração com grupos de pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e com apoio do Ministério da Defesa e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Os potenciais novos reativadores da AChE, inibida por OPs, são planejados por modelagem molecular, onde a estrutura tridimensional da AChE humana é usada para realizar simulações computacionais do processo de interação e reação dos potenciais reativadores com o grupo fosfato ligado a serina da enzima inibida (6). Uma vez que esses compostos planejados mostram potencial para funcionar como reativadores da AChE eles são preparados nos laboratórios de síntese orgânica e sua estrutura confirmada através de estudos por espectroscopia. Os compostos sintetizados são então testados como inibidores e reativadores da AchE através do monitoramento da ação da AChE e da cinética de inibição ou reativação por ressonância magnética nuclear (RMN). A RMN permite observar com alta precisão o efeito da presença dos potenciais fármacos na hidrólise do neurotransmissor ACh, indicando se a enzima é reativada e qual é seu nível de reativação por cada composto. Os resultados são ainda confirmados através do teste de Ellman, que é um processo biológico realizado com a AChE humana usando como substrato da enzima a acetiltiocolina, cuja hidrólise é monitorada por espectroscopia de ultravioleta-visível.
Atualmente estamos procurando o desenvolvimento de novos reativadores da AChE diferentes das oximas, como hidrazonas e outros derivados (5;7).
INTOXICAÇÕES O desenvolvimento de agentes para defesa contra gases de guerra é também um processo de grande importância para problemas civis, porque vários pesticidas utilizados em agropecuária são também organofosforados com neurotoxidez, e que levam a cerca de 300 mil intoxicações por ano (7). Em princípio, os agentes para defesa contra gases de guerra também devem funcionar para o tratamento de intoxicações com pesticidas organofosforados, como o paration. De fato, além das intoxicações acidentais com pesticidas, também existem vários casos de tentativas de assassinato ou suicídio usando pesticidas organofosforados. Por isso, o desenvolvimento de agentes para defesa contra armas de guerra química também é um assunto de forte interesse civil.
Finalmente, nosso objetivo geral é formar cientistas e grupos de pesquisa capacitados para realizar ações rápidas para defesa contra agentes de guerra química e biológica. Este tipo de ação é necessário se países que não fazem parte do pacto sobre a proibição de armas químicas e biológicas ou grupos terroristas venham a utilizar novas e desconhecidas armas químicas e biológicas. Em situações como essas será necessário identificar as armas e estudar suas características e forma de ação para desenvolver, da maneira mais rápida possível, os agentes para defesa, desintoxicação e tratamento das vítimas e a proteção do meio ambiente. Estas ações são também fundamentais em casos do aparecimento de epidemias e surgimento de novas doenças infecciosas, assim como no caso de acidentes com produtos químicos, problemas que acontecem regularmente no mundo.

José Daniel Figueroa-Villar é pesquisador e chefe do Grupo de Química Medicinal do Departamento de Química do Instituto Militar de Engenharia (IME).

NOTAS E REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Unog, The United Nations Office at Geneva Biological Weapon Convention. The Biological Weapons Convention, 1993. Disponível no site http://www.unog.ch.
2. Burnett, J. C.; Henchal, E. A.; Schmaljohn, A. L.; Bavari, S. "The evolving field of organisation for the prohibition of chemical weapons". Artigos da Convenção de Armas Químicas. http://www.opcw.org/chemical-weapons-convention/articles/.
3. "Biodefence: therapeutic developments and diagnostics". Nature Reviews in Drug Discovery, Vol.4, pp.281-297. 2005.
4. Miyaki, K.; Nishiwaki, Y.; Maekawa, K.; Ogawa, Y.; Asukai, N.; Yoshimura, K.; Etoh, N.; Matsumoto, Y.; Kikuchi, Y.; Kumagai, N.; Omae, K. "Effects of sarin on the nervous system of subway workers seven years after the Tokyo subway sarin attack". Journal of Occupational Health, Vol.47, pp.229-304. 2005.
5. Delfino, R. T.; Ribeiro, T. S., Figueroa-Villar, J. D. "Organophosphorus compounds as chemical warfare agents: a review". Journal of the Brazilian Chemical Society., Vol.20, pp.407-428. 2009.
6. A. S. Gonçalves, T. C. C. França, J. D. Figueroa-Villar, P. G. Pascutti. "Molecular dynamics simulations and QM/MM studies of the reactivation by 2-PAM of tabun inhibited human acethylcolinesterase". Journal of the Brazilian Chemical Society, Vol. 22, pp.155-165, 2011.
7. Yang, Y. C.; Baker, J. A.; Ward, J. R. "Decontamination of chemical warfare agentes". Chemical Reviews, Vol.92, pp.1729-1743. 1992.
História
Soldados na guerra químicaÀs 17h do dia 22 de abril de 1915, durante a I Guerra Mundial, as tropas alemãs na cidade de Ypres, na França, descarregaram 180.000 kg de cloro gasoso contidos em 5.730 cilindros na região de Steenstraat no canal de Yser e Poelcappelle. A nuvem de gás deslocou-se com o vento, matando ou causando a fuga das tropas francesas e argelinas nas trincheiras, abrindo uma abertura de 8 a 9 quilômetros na linha aliada. Em 24 de abril de 1915, os alemães realizaram um segundo ataque em Ypres, desta vez contra as tropas canadenses.
Houve quase 200 ataques químicos durante a I guerra mundial usando-se gás lançado dos cilindros. No maior destes ataques ocorrido em outubro 1915, os alemães liberaram 550 toneladas do cloro de 25.000 cilindros em Rhiems!

Fritz Haber, o pai da guerra química
Prof. Fritz Haber, Nobel em Química de 1918
Pai da guerra química
O chefe do serviço de guerra química alemã durante a I guerra mundial, o Prof. Fritz Haber (já apresentado aos leitores do QMCWEB na matéria "O século da química"), dirigiu pessoalmente o primeiro ataque com gás cloro. Quatro anos mais tarde, em 1918, ganhou o prêmio Nobel em química por sua descoberta de um processo para sintetizar amônia pela combinação de nitrogênio e hidrogênio. Haber é freqüentemente referido como o pai da guerra química.
O primeiro ataque com gás cloro representou meramente o início formal do uso de produtos químicos irritantantes. Entretanto, o uso de fumaças irritantes, por exemplo, de enxofre ardente, contra fortificações inimigas, data da antiguidade. As variações na intensidade e direção do vento e do clima e a falta de tecnologia química moderna serviram como limitações eficazes no emprego de produtos químicos nas guerras antes de 1914.

Enquanto a guerra continuou, muitos compostos tóxicos além do cloro foram testados para a utilização como agentes químicos da guerra:

BLOG DA DILMA: BlogsProg for Export: GUERRILHEIROS VIRTU@IS apresentam Andrea Shilz, editora do Blog da Dilma na Alemanha,e também do http://brasil-no-exterior.blogspot.com /,...
 Luta Contra O CRACK NO BRASIL A partir de MINAS GERAIS
 Kiko Pardini
.

A guerra química que fez vitimas pelo mundo foi proibida pela ONU   é combatida. Como também o uso de bombas de fósforo , e tantas outras forma de destruição em massa como uso de vírus.
O Que norteia este texto é justamente tentar provar para população e para as autoridades que o Crack foi desenvolvido no intuito de ser mais uma arma química de degeneração humana.
Tendo ainda que levar em consideração o movimento milionário que esta  arma proporciona para traficantes impedindo o real desenvolvimento do "pais" entre estes o Brasil.

Crack Não É Droga, É Uma Arma Química

Quem ouve a Rádio Band News Fluminense FM 94,9 Mhz diariamente pelas manhãs já deve ter ouvido alguma vez o jornalista Ricardo Boechat proferir a seguinte frase, quando o assunto é consumo ou tráfico de drogas: "O crack não é uma droga como uma outra qualquer, minha gente; ela é uma arma química".
De fato, analisando a dimensão dos estragos que o uso desta substância vem causando país afora, as autoridades não deveriam tratar o problema do crack apenas do ponto de vista policial. É preciso se levar em conta os enormes prejuízos sociais advindos do consumo de pedras de crack nas grandes cidades. Em agosto de 2009, postei aqui no Biorritmo, sob o título de "Crack: Pedras que levam para o fundo do poço", uma reportagem interessante sobre os efeitos desta droga no organismo dos usuários e as dimensões sociais do problema. Devido à expansão desta droga nas grandes cidades brasileiras e os seus reflexos na sociedade brasileira, volto ao tema. Parece que se o Brasil não tratar logo de acabar com o crack, o crack pode vir a acabar com o Brasil. Vamos relembrar rapidamente as principais características desta droga:
O crack deriva da planta de coca, é resultante da mistura de cocaína, bicarbonato de sódio ou amônia e água destilada, resultando em grãos que são fumados em cachimbos.
O surgimento do crack se deu no início da década de 80, o que possibilitou seu fumo foi a criação da base de coca batizada como livre.
O consumo do crack é maior que o da cocaína, pois é mais barato e seus efeitos duram menos. Por ser estimulante, ocasiona dependência física e, posteriormente, a morte por sua terrível ação sobre o sistema nervoso central e cardíaco.
Devido à sua ação sobre o sistema nervoso central, o crack gera aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, dilatação das pupilas, suor intenso, tremores, excitação, maior aptidão física e mental. Os efeitos psicológicos são euforia, sensação de poder e aumento da auto-estima.
A dependência se constitui em pouco tempo no organismo. Se inalado junto com o álcool, o crack aumenta o ritmo cardíaco e a pressão arterial o que pode levar a resultados letais.
Mais sobre o crack no Biorritmo: 
Oxi: uma nova droga mais barata e mais letal que o crack (15/05/2011)
Uma caravana contra o crack (31/11/2011)
Brasil fracassa no combate ao crack (08/12/2011)
Crack e criminalidade (15/01/2012)
ONU RECOMENDA FIM DA POLÍCIA MILITAR

O Conselho de Direitos Humanos da ONU pediu nesta quarta-feira ao Brasil maiores esforços para combater a atividade dos "esquadrões da morte" e que trabalhe para suprimir a Polícia Militar, acusada de numerosas execuções extrajudiciais. Esta é uma de 170 recomendações que os membros do Conselho de Direitos Humanos aprovaram hoje como parte do relatório elaborado pelo Grupo de Trabalho sobre o Exame Periódico Universal (EPU) do Brasil, uma avaliação à qual se submetem todos os países. 


“Crack é a arma química da década”, diz Sérgio Petecão Imprimir E-mail
Escrito por   
02-Mai-2011
“Precisamos de uma ação conjunta de órgãos e entidades”, defende o senador acreano
A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal aprovou por unanimidade, semana passada, requerimento do senador Sérgio Petecão (PMN) para a realização de uma audiência pública para trazer a público e debater as ações do  Governo Federal na prevenção e combate ao crack. O senador  acreano considerou o crack,” a arma química da década”, e quer ainda saber que tipo de tratamento o Governo Central pretende aplicar aos usuários da droga. A audiência pública deverá contar com a participação da ministra-chefe da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, Paulina Duarte; do diretor-geral da Polícia Federal(PF), Leandro Coimbra e do gerente de projetos da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Roberto Tikanori.
 A intenção é trazer à público as estratégias do Governo Federal no combate ao crack e tratamento aos usuários bem como apresentar idéias e sugestões para o aperfeiçoamento do programa através do envolvimento de entidades públicas e privadas que já atuam na área. Petecão lembrou que como representante do Acre, tem um especial interesse no debate já que o Estado faz divisa com o Peru e Bolívia, países reconhecidos pelo tráfico internacional de drogas. Para o senador, o objetivo básico é evitar a qualquer custo que o Acre venha a se tornar um corredor consolidado para o comércio de entorpecentes.    “Queremos que a Transoceânica abra o caminho para o comércio agrícola e de manufaturados, não para as drogas”. E lembrou que  , desde a época de deputado federal, foi o primeiro parlamentar no Congresso Nacional  a pedir um programa especial de governo para o combate ao crack e tratamento aos usuários.
A preocupação central das autoridades do setor,  segundo o parlamentar, é que o Brasil, em razão de sua enorme fronteira fracamente controlada em nível policial, se torne um grande centro consumidor além de trampolim para o comércio da droga nos EUA, Europa e até Oriente. Petecão expressou , inclusive,  sua preocupação com o anunciado corte de verbas para o Ministério da Justiça, que deverá afetar fatalmente a PF e seus postos de fronteira no Acre e estados vizinhos.”Já solicitamos inclusive a instalação dos chamados Pefrons, os chamados Postos Especiais de Fronteira, para aumentar o policiamento de nossas fronteiras. A droga é um setor que merece atenção redobrada das autoridades e políticas públicas que demonstrem uma eficácia comprovada”.
Por fim, o senador disse que a cada dia o país, e particularmente o Estado, se defronta com mais uma arma dos traficantes. Não bastasse o crack e sua ação destrutiva rápida e muitas vezes irreparável à saúde humana, disse o senador, agora vem a público o oxi, uma droga tão ou mais possante que ameaça assolar ainda mais o Brasil e aniquilar o usuário. “Precisamos de uma ação conjunta de órgãos governamentais, entidades internacionais, ONGs e igrejas na luta contra as drogas, que agora mais que nunca ameaçam a saúde e a segurança  pública, chegando  até mesmo  a enfraquecer o núcleo familiar “.A CDH do Senado Federal  deve marcar a audiência pública ainda para este semestre.
Da Assessoria

Participe!

BLOG DA DILMA: BlogsProg for Export

BLOG DA DILMA: BlogsProg for Export: GUERRILHEIROS VIRTU@IS apresentam Andrea Shilz, editora do Blog da Dilma na Alemanha,e também do http://brasil-no-exterior.blogspot.com /,...

BLOG DA DILMA: BlogsProg for Export

BLOG DA DILMA: BlogsProg for Export: GUERRILHEIROS VIRTU@IS apresentam Andrea Shilz, editora do Blog da Dilma na Alemanha,e também do http://brasil-no-exterior.blogspot.com /,...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

BLOG DA DILMA: BlogsProg for Export

BLOG DA DILMA: BlogsProg for Export: GUERRILHEIROS VIRTU@IS apresentam Andrea Shilz, editora do Blog da Dilma na Alemanha,e também do http://brasil-no-exterior.blogspot.com /,...