quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A Funai (Fundação Nacional do Índio) afirma que a denúncia de que uma criança indígena da etnia awá-guajá foi queimada por madeireiros no Maranhão é infundada, e que as histórias sobre o suposto crime não passam de boatos. A fundação também chamou a divulgação do caso de "ato inescrupuloso" e "irresponsável". A conclusão foi divulgada num relatório elaborado pela fundação, que deslocou no último fim de semana uma equipe de três servidores para a terra indígena Arariboia, no município de Arame (350 km de São Luís), local onde teria ocorrido o crime. Funai investiga se criança indígena foi queimada viva por madeireiros Segundo a Funai, a equipe conversou com o índio guajajara Luís Carlos Tenetehara, da aldeia Patizal, citado em textos divulgados na internet como o autor da descoberta do suposto corpo da criança indígena carbonizada. De acordo com a fundação, o índio disse que a história não é verdadeira e que os índios awá-guajá, que vivem isolados, não deixaram de ser vistos pelos guajajaras, com quem dividem a mesma terra, após o suposto ataque por madeireiros. A fundação também afirma que seus servidores, enquanto circulavam pela terra indígena, flagraram um caminhão conduzido por um não índio. Segundo os servidores, o motorista, que levava um indígena guajajara de carona, contou que tinha autorização dele para retirar madeira da terra indígena. Uma motosserra foi apreendida. DENÚNCIA A denúncia de que uma criança da etnia awá-guajá foi queimada por madeireiros começou a aparecer em blogs de notícias do Maranhão na semana passada. Poucas horas depois já começava a ganhar espaço em redes sociais. Alguns dos textos afirmavam que o crime tinha ocorrido uma semana antes. Outros, de que havia acontecido em setembro ou outubro de 2011. E todos afirmavam que madeireiros atearam fogo na criança após atacarem os awá-guajá. Depois disso, os índios não teriam sido mais vistos. O Cimi (Conselho Indigenista Missionário) disse que índios afirmaram que o suposto crime foi denunciado há meses para a Funai. A fundação nega, e diz que informações sobre o caso só chegaram ao seu conhecimento na semana passada, e que ineditamente começou a investigar a denúncia. "É lastimável que a sociedade brasileira tenha sido ludibriada de maneira tão vil e levada a crer num fato inexistente que não pode ser sequer classificado como 'brincadeira de mau gosto'. O 'incêndio' causado pela má-notícia na internet foi o verdadeiro atentado à inteligência das pessoas de bem", disse a Funai, em nota.

2 comentários:

  1. .Conselho Indigenista contraria Funai e reafirma assassinato de criança indígena
    Jornal do BrasilJorge Lourenço
    Tamanho do Texto:+A-AImprimirPublicidadeMais uma reviravolta no caso do suposto assassinato de uma criança indígena da etnia Awá-......Guajá, no interior do Maranhão. Algumas horas após a Fundação Nacional do Índio (Funai) dizer que tudo não se tratou de um "boato maldoso", o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) reafirmou a denúncia do suposto assassinato. Os ativistas consideraram precipitada a conclusão da Funai, que pôs panos quentes no caso e emitiu comunicado para todo o país após ouvir apenas uma testemunha.

    Pressão dos madeireiros

    O que aconteceu é que uma das principais testemunhas do caso, Clóvis Tenetehara, líder do grupo Guajajara e autor da denuncia original, disse aos técnicos da Funai que tudo não passou de um boato. O problema, segundo o Conselho Indigenista, é que o Guajajara vivem numa região onde os madeireiros têm forte presença. Eles acreditam que o líder tenha voltado atrás por medo de represálias contra a sua tribo.

    Tensão entre indígenas e a Funai

    Apesar de não sustentar esta posição publicamente, o Conselho Indigenista sabe que existe uma tensão entre a Funai e os indígenas do Maranhão, que não se sentem defendidos pelo órgão. Negar a existência do crime faz com que a fundação consiga se esquivar melhor das denúncias de negligência com os índios.

    Nota oficial

    Na nota oficial divulgada pelo CIMI, os ativistas afirmam que "apenas investigações mais detalhadas feitas dentro da mata, local de caça dos Tenetehara e palco do episódio denunciado, poderão dizer como o assassinato desta criança indígena ocorreu e como se deu o ataque aos Awá-Guajá isolados".


    Tags: arame, assassinato, awá-guajá, cimi, conselho indigenista missionário, criança, crime, Funai, fundação, indígena, madeireiros, Maranhão, município
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  2. Francisco Carlos Pardini Mas me diga como madereiro nesta região,mas como assim índio vendendo madeira? Tem que haver uma investigação séria ali.Deve ter muita gente ganhando muito nesta história e o caso da índiazinha fica escondido por conta disso. è o que nos parece.
    há cerca de um minuto ·

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